O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, encerrou nesta quinta-feira (10) uma viagem de três dias pela América do Sul com novos acordos e compromissos com Colômbia, Equador e Peru. A ofensiva diplomática reforçou a estratégia do governo Donald Trump de ampliar a presença americana na região e reduzir o espaço ocupado pela China.
Na Colômbia, Rubio participou da assinatura de acordos sobre minerais críticos e cooperação nuclear civil. O entendimento prevê esforços conjuntos para fortalecer cadeias de fornecimento de minerais estratégicos, incluindo mineração, processamento, investimentos e financiamento de projetos.
A segurança foi outro eixo central da viagem. Colômbia, Equador e Peru avançaram na cooperação com Washington para combater o narcotráfico e organizações criminosas. Em Lima, a presidente Keiko Fujimori anunciou a entrada do Peru no Escudo das Américas, coalizão liderada pelos EUA para ampliar o compartilhamento de inteligência e operações coordenadas contra o crime transnacional.
No Equador, Rubio reforçou o apoio ao governo de Daniel Noboa no enfrentamento às organizações criminosas e defendeu a cooperação militar e policial. Os Estados Unidos também anunciaram medidas para intensificar o combate ao tráfico de drogas e classificaram o grupo criminoso Los Tiguerones como organização terrorista estrangeira.
Por trás dos acordos existe ainda uma disputa estratégica com Pequim. Washington busca ampliar o acesso a minerais essenciais para tecnologias avançadas, energia e defesa, ao mesmo tempo em que tenta reduzir a dependência dos países sul-americanos de investimentos e cadeias produtivas chinesas. A Colômbia, por exemplo, possui reservas de cobre, níquel e carvão e vem mapeando outros minerais utilizados em baterias e equipamentos eletrônicos.
Rubio também sinalizou que os Estados Unidos querem avançar em acordos comerciais com os três países. A ofensiva mostra que a política de Trump para a América do Sul combina segurança, comércio, recursos naturais e competição geopolítica, colocando Washington novamente no centro das principais negociações estratégicas do continente.
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