Rede e PSOL articulam renovação de federação de olho na eleição de 2026

A Rede Sustentabilidade e o PSOL avançam nas conversas para renovar a federação partidária visando as eleições de 2026. A aliança, firmada inicialmente no pleito de 2022 e mantida em 2024, volta a ser tratada como essencial diante do endurecimento das regras da cláusula de barreira, que impõe limites mais severos ao acesso aos recursos do Fundo Partidário e à atuação no Congresso Nacional.

Atualmente, a federação Rede-PSOL reúne 15 deputados federais eleitos em seis estados, número considerado estratégico para a sobrevivência institucional das duas legendas. Nos bastidores, a avaliação é de que a manutenção da união oferece mais segurança eleitoral do que uma disputa isolada, especialmente para partidos com menor capilaridade nacional.

O porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, Paulo Lamac, admite que o cenário é favorável à continuidade da federação. Segundo ele, a experiência acumulada nos últimos ciclos eleitorais facilita os ajustes regionais necessários para melhorar o desempenho em 2026. Para Lamac, o histórico de convivência entre as siglas cria um ambiente de confiança que reduz conflitos e amplia a previsibilidade política.

No PSOL, o discurso segue a mesma linha. A presidente nacional do partido, Paula Coradi, afirma que as discussões sobre a renovação da federação estão em curso desde meados de 2025 e avalia que o balanço da experiência é positivo. Para a dirigente, a aliança contribuiu para fortalecer a presença das legendas no Congresso e ampliar a capacidade de atuação institucional.

Além da estratégia eleitoral, as duas siglas destacam afinidade programática como pilar da federação. Pautas socioambientais e a defesa de um projeto de esquerda renovado são apontadas como eixos centrais da parceria, que também se coloca como instrumento de enfrentamento à extrema-direita no debate nacional.

No plano nacional, mesmo com a federação mantida, Rede e PSOL devem seguir alinhados ao Partido dos Trabalhadores na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Paralelamente, há movimentos do comando petista para atrair as duas legendas para a Federação Brasil da Esperança, hoje formada por PT, PV e PCdoB, o que adiciona um novo capítulo às articulações no campo da esquerda para 2026.

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