Lideranças do PT passaram a discutir, nos bastidores, a possibilidade de uma chapa exclusivamente petista na disputa presidencial de 2026. A avaliação ganhou força em reuniões internas e reflete uma preocupação crescente com a idade do presidente Lula da Silva (PT), que completou 80 anos no ano passado.
A hipótese de uma chapa puro-sangue foi mencionada em encontro que contou com a presença da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e expôs divergências sobre a manutenção da atual composição com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Embora Lula já tenha confirmado publicamente que será candidato à reeleição, ele ainda não anunciou oficialmente o companheiro de chapa.
Nos cálculos de parte do partido, a cautela se justifica pela necessidade de garantir estabilidade política e sucessão segura em um eventual quarto mandato. Nesse cenário, o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), chegou a ser ventilado como alternativa dentro da própria legenda.
Planos de Lula para Haddad
Apesar das especulações, Lula tem sinalizado outros caminhos para Haddad. Em conversas recentes com aliados, o presidente indicou que pretende envolver o ministro diretamente nas eleições em São Paulo. A estratégia dependerá do movimento do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Se Tarcísio disputar a reeleição no governo paulista, Haddad seria incentivado a concorrer ao Senado. Caso o governador opte por uma candidatura ao Planalto, que é o mais certo segundo fontes do #Acesse Política, o presidente avalia que o ministro da Fazenda deve disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Na mesma reunião, Lula reforçou a preferência pela continuidade da atual chapa. Segundo relatos, o presidente resumiu a posição com uma frase direta, “time que está ganhando não se mexe”, indicando a intenção de manter Alckmin como vice.
Debate ultrapassa fronteiras
A idade de Lula também tem sido tema fora do Brasil. Em dezembro, a revista britânica The Economist publicou um editorial defendendo que o presidente não deveria disputar a reeleição por conta da idade avançada. O texto argumenta que, apesar do talento político, seria arriscado para o país manter alguém tão idoso no cargo por mais quatro anos.
A publicação ainda comparou a situação do petista com a do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que enfrentou críticas semelhantes e acabou desistindo da disputa presidencial meses antes da eleição.
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