A Câmara Municipal de Salvador (CMS) recebeu um projeto de indicação apresentado pelo vereador Paulo Magalhães Júnior (União Brasil) que propõe a criação do Complexo Cultural e Turístico do Forte do Barbalho, um dos patrimônios históricos mais importantes da capital baiana.
A proposta prevê a revitalização completa do espaço histórico, erguido por volta de 1638 e considerado a maior fortificação da Bahia. O objetivo, segundo o parlamentar, é transformar o local em um centro de convivência cultural, turística e econômica, fortalecendo o desenvolvimento social da região.
O projeto inclui a implantação de teatro, cinema, museu, salas para oficinas culturais, áreas de exposição artística e espaços gastronômicos. Também está prevista a construção de uma praça de convivência com áreas verdes, equipamentos esportivos e estrutura destinada à realização de eventos culturais e comunitários.
De acordo com Paulo Magalhães Júnior, a iniciativa busca unir preservação histórica e desenvolvimento urbano, criando um novo polo turístico e cultural em Salvador. O vereador defende que o espaço possa ampliar o acesso da população à cultura e estimular a geração de emprego e renda na região do Barbalho.
Outro ponto destacado no projeto é o incentivo à economia criativa e ao empreendedorismo local, com apoio a pequenos negócios e programas de capacitação profissional, especialmente voltados para jovens.
A proposta também incorpora medidas sustentáveis, incluindo sistemas de energia solar e reaproveitamento de água, alinhando o projeto às práticas modernas de preservação ambiental e eficiência energética.
O Forte do Barbalho integra o conjunto de construções históricas que marcaram a defesa territorial de Salvador durante o período colonial. Nos últimos anos, especialistas e representantes do setor cultural vêm defendendo ações de revitalização do patrimônio histórico da cidade como forma de impulsionar o turismo e preservar a memória baiana.
Caso avance nas articulações políticas e institucionais, o projeto poderá envolver parcerias entre Prefeitura de Salvador, Governo da Bahia e órgãos de preservação histórica para viabilizar investimentos e execução das obras previstas no complexo cultural.
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