Mesmo preso, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante-BA), acabou aparecendo como indicado à vice-liderança de um bloco parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia. A informação constou em ofício encaminhado à presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD-BA), e ganhou status oficial após publicação no Diário da AL-BA.
O documento aponta Binho Galinha como vice-líder do bloco formado por MDB, PSB, Podemos e Avante, indicação atribuída ao deputado Rogério Andrade (MDB), líder do agrupamento. A publicação, no entanto, provocou ruído político imediato, diante da condição do parlamentar, atualmente detido.
Procurado, Rogério Andrade tratou de minimizar o episódio e atribuiu o registro a um erro administrativo. Segundo ele, o texto publicado no Diário não reflete a decisão real da bancada e será corrigido. De acordo com o líder, Binho Galinha ocupava a vice-liderança em composição anterior e foi justamente retirado do posto no rearranjo de início de legislatura.
Ainda conforme Andrade, o novo indicado para a função é o deputado Patrick Lopes (Avante), que teria manifestado interesse em assumir a vice-liderança, com concordância dos demais integrantes do bloco. O parlamentar afirmou que a mudança segue um rito protocolar comum no começo do ano legislativo e não teve motivação específica além da reorganização interna.
Apesar da explicação, o caso expôs constrangimento político dentro da AL-BA, ao associar formalmente um deputado preso a um posto de liderança, ainda que por erro, em um dos blocos partidários da Casa.
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