Nos últimos anos, o transporte público coletivo vem enfrentando desafios importantes, como a perda de passageiros e o aumento do uso de veículos individuais, cenário que se intensificou após a pandemia da Covid-19.
Com mais pessoas optando pelo transporte individual, as cidades passaram a conviver com maiores congestionamentos, aumento da poluição e impactos na qualidade de vida da população. Nesse contexto, o transporte público coletivo continua sendo uma das alternativas mais eficientes para promover deslocamentos acessíveis.
Para que esse sistema seja cada vez mais atrativo e eficiente, é necessário investir na renovação da frota, na melhoria da infraestrutura urbana e no planejamento da mobilidade nas cidades. Sistemas sobre trilhos, corredores exclusivos, faixas prioritárias, terminais modernos e veículos mais confortáveis e menos poluentes contribuem para reduzir o tempo de viagem e melhorar a experiência dos usuários.
O Ministério das Cidades vem atuando para fortalecer o transporte público coletivo em todo o país por meio de investimentos em mobilidade urbana.
“Estamos trabalhando para tornar o transporte público mais eficiente, confortável e sustentável. Investir em mobilidade é investir na sustentabilidade, na qualidade de vida das pessoas e no desenvolvimento das cidades”, destacou o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos.
Por meio do Novo PAC, já foram selecionados R$ 19,3 bilhões para o eixo de Renovação de Frota, destinados à aquisição de veículos mais modernos e sustentáveis. Os investimentos contemplam 2.927 ônibus elétricos, 10.071 ônibus com tecnologia Euro 6, 30 ônibus movidos a gás natural veicular (GNV) e 54 veículos sobre trilhos.
A melhoria do transporte público também exige planejamento de longo prazo, integração entre diferentes políticas urbanas e colaboração entre União, estados e municípios. É nesse contexto que o Ministério das Cidades está construindo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, PlanMob-Brasil.
O plano será um instrumento estratégico para orientar ações e investimentos públicos e privados voltados à mobilidade urbana, contribuindo para cidades mais acessíveis, sustentáveis, seguras e integradas. Entre os temas abordados estão o transporte público coletivo, a mobilidade ativa, a micromobilidade, a gestão do território, o desenvolvimento institucional e a governança, o acesso, a equidade e os deslocamentos seguros e a sustentabilidade ambiental.
As contribuições recebidas durante a consulta pública, atualmente aberta à participação da sociedade, vão subsidiar a construção do plano. Nesta consulta, são apresentados o diagnóstico, a metodologia, a visão de futuro, os eixos e os objetivos estratégicos. Na sequência, serão definidos indicadores, metas e estratégias para acompanhar a implementação das ações propostas e garantir resultados concretos para a população.
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