A morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, principal líder da facção venezuelana Tren de Aragua, em uma operação coordenada entre Estados Unidos e Venezuela, trouxe novos questionamentos sobre o combate internacional ao crime organizado e os possíveis impactos para o Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (13) que a ação foi conduzida pelo Comando Sul americano com apoio das autoridades venezuelanas. Um vídeo divulgado pelo governo norte-americano mostra o momento em que uma estrutura utilizada pelo grupo criminoso é atingida durante a operação realizada no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela.
Guerrero era considerado um dos criminosos mais procurados do continente e estava foragido desde a intervenção das forças de segurança no presídio de Tocorón, em 2023.
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A repercussão da operação ganhou ainda mais destaque após os Estados Unidos oficializarem, no início deste mês, a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e entrou em vigor em 5 de junho.
O governo do presidente Lula da Silva (PT) já manifestou preocupação com a designação das facções brasileiras como grupos terroristas. Integrantes do governo defendem que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio da cooperação policial e do compartilhamento de informações, preservando a soberania nacional. Nos bastidores, pelo que nós da imprensa já sabemos, os EUA podem agir e depois da ação, os militares dos grupos especiais avisarão.
O PCC e o Comando Vermelho são apontados pelas autoridades americanas como organizações criminosas com atuação transnacional, envolvidas em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e outras atividades ilícitas que ultrapassam as fronteiras brasileiras.
A discussão ganhou força porque o Tren de Aragua também expandiu sua atuação para diversos países da América Latina, incluindo o Brasil. Investigações policiais apontam que integrantes da facção venezuelana se estabeleceram principalmente em regiões de fronteira, com registros de atuação em estados do Norte e possíveis conexões com grupos criminosos locais.
A morte de Niño Guerrero, portanto, não apenas representa um marco no enfrentamento ao Tren de Aragua, como também mostra que Estados Unidos não estão blefando sobre combater organizações criminosas.
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