O início das convenções partidárias, na última segunda-feira (20), abriu uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral de 2026 e intensificou a corrida dos principais presidenciáveis para consolidar palanques estaduais. Até o dia 5 de agosto, partidos e federações devem oficializar seus candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador e deputados. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral poderá ser feito até 15 de agosto, enquanto a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.
Na disputa pela formação de alianças regionais, o presidente Lula da Silva (PT) chega à fase decisiva em vantagem. O grupo político do petista já definiu palanques em 25 estados e no Distrito Federal, restando apenas Goiás como principal ponto de negociação. A estratégia busca fortalecer a campanha presidencial por meio de alianças locais e candidaturas competitivas aos governos estaduais.
Entre as definições recentes está Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, onde Lula apoiou a candidatura do deputado federal Patrus Ananias ao governo estadual. O estado é considerado estratégico por historicamente acompanhar o resultado da eleição presidencial. Além das candidaturas próprias, o PT também fechou acordos com partidos aliados em diversos estados para ampliar sua presença nos palanques regionais.
O principal adversário do presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também intensificou as negociações para ampliar sua base de apoio. O Partido Liberal já estruturou palanques em 21 estados, mas ainda enfrenta impasses em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão. Em algumas dessas unidades da Federação, dirigentes admitem que a legenda poderá disputar a eleição sem uma coligação formal para o governo estadual.
No Espírito Santo, entretanto, as negociações avançam para uma possível aliança com o Republicanos em torno da candidatura do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. A definição é vista como estratégica para ampliar a presença do PL na Região Sudeste.
Outro nome que busca ampliar sua capilaridade nacional é Ronaldo Caiado (PSD). O PSD lançou candidatos próprios em 12 estados e no Distrito Federal, incluindo nomes como Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, Raquel Lyra, em Pernambuco, Omar Aziz, no Amazonas, e Mateus Simões, em Minas Gerais. Apesar disso, a direção nacional da legenda sinaliza que deverá preservar a autonomia dos diretórios estaduais, permitindo neutralidade em diversos palanques durante a disputa presidencial.
Já Romeu Zema (Novo) contará com candidatos próprios em quatro estados, Ceará, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Paralelamente, o Novo costura acordos com candidatos de outras legendas em diferentes unidades da Federação, priorizando alianças regionais para fortalecer sua presença nas eleições estaduais e no Senado.
O partido Missão, que lançou Renan Santos (Missão) para a Presidência da República, optou por uma estratégia distinta. A legenda não deverá apoiar candidatos de outras siglas aos governos estaduais e concentrará esforços em candidaturas próprias em estados como Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso e Espírito Santo.
As convenções partidárias representam uma etapa decisiva do processo eleitoral brasileiro. É nesse período que partidos e federações oficializam candidaturas, definem coligações e estabelecem as estratégias que serão levadas às urnas. Com o encerramento das convenções em 5 de agosto, as legendas terão até 15 de agosto para registrar seus candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dando início oficialmente à campanha eleitoral no dia seguinte.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor:
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação