Vereadores Randerson Leal e Téo Senna trocam críticas após declaração sobre liberação de emendas, presidente da Casa tenta conter crise
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada nesta terça-feira (5) foi marcada por um forte embate entre vereadores da base governista e da oposição, com foco na liberação das chamadas emendas impositivas.
A discussão teve início após o líder da oposição, Randerson Leal (Podemos), reagir a uma declaração do primeiro vice-líder do governo, Téo Senna (PSDB), que afirmou, em entrevista à rádio, que apenas “quem merecer” teria acesso às emendas parlamentares.
Durante o debate em plenário, Leal contestou a fala e defendeu que a execução das emendas é um direito constitucional de todos os vereadores, independentemente de alinhamento político. Segundo ele, o recurso não pode ser tratado como privilégio, mas sim como instrumento legítimo de atuação parlamentar em benefício da população.
O parlamentar também levantou suspeitas sobre um possível direcionamento político por trás da declaração, ao mencionar o Palácio Thomé de Souza, sede do Executivo municipal, e reforçou que os recursos têm como destino final as comunidades representadas pelos mandatos.
Diante do aumento da tensão, o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), interveio para amenizar o conflito. Ele afirmou que a declaração de Senna deveria ser interpretada como uma opinião pessoal, descartando qualquer indicação de orientação institucional por parte da prefeitura.
Na sequência, Téo Senna reafirmou seu posicionamento, destacando que tem o direito de expressar suas opiniões e defendendo que a atuação parlamentar deve considerar também o apoio às ações do governo, não apenas críticas.
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