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O Governo da Bahia inaugurou, neste domingo (28), a Bahia Filmes, primeira empresa pública estadual dedicada ao audiovisual do Brasil. Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), a companhia inicia suas operações com a missão de fortalecer a cadeia produtiva do setor, ampliar a atração de investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico, cultural e social a partir do audiovisual.
O ato de lançamento foi realizado na sede da empresa, no edifício Oscar Cordeiro, no bairro do Comércio, em Salvador, e reuniu representantes do Governo da Bahia, profissionais do setor audiovisual, artistas, produtores, comunicadores e instituições parceiras. Além da Bahia Filmes, o edifício recebe a Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (DIMAS) e a Cinemateca, que vai ser a casa do cinema baiano.
Criada por meio da Lei Estadual nº 14.877/2025, a Bahia Filmes é resultado de um processo de construção em diálogo com o setor. A empresa nasce como uma sociedade de economia mista voltada à articulação de investimentos, promoção de negócios, fortalecimento das produções locais e ampliação da presença das obras baianas nos mercados nacional e internacional.
O Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou que o estado tem uma atuação relevante para o audiovisual do país. “Temos muitos produtores, realizadores e artistas. Por isso, além das linhas de financiamento, estamos anunciando um edital específico para fortalecer o setor. Queremos ampliar as parcerias com empresas da cadeia do audiovisual, mas também é fundamental estarmos articulados com as universidades, para investir na formação, na qualificação profissional e na produção de conhecimento. É assim que vamos consolidar e fortalecer esse segmento no estado”, afirmou Jerônimo Rodrigues.
A atuação da companhia abrange diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual e do mercado cinematográfico. Entre as frentes previstas estão a captação de recursos públicos e privados, o apoio à distribuição e comercialização de obras, a atração de produções para o território baiano, a formação profissional, a promoção de talentos e empresas do setor e o desenvolvimento de novos negócios. A proposta é transformar o potencial criativo, já reconhecido da Bahia, em mais oportunidades, empregos e em geração de renda.
Para o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, a inauguração da empresa representa um marco para a política cultural baiana e para o desenvolvimento da economia criativa.
“Com a Bahia Filmes, investimos nas políticas de permanência. Ajudamos a estruturar o setor, a mapear, investir em novas produções e, ao mesmo tempo, colaboramos na comercialização de produções, no apoio à toda estruturação da rede de mercado, nos programas de formação. É o setor do audiovisual sendo fortalecido em todas as suas etapas, para que a Bahia, que é cenário e inspiração, que tem profissionais e produções de tanta qualidade, possa viver um novo momento de desenvolvimento cultural e econômico por meio do audiovisual”, explicou Bruno Monteiro, secretário de Cultura do Estado.
Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Governo Federal, Joelma Oliveira Gonzaga exaltou o advento da Bahia Filmes: “como filha dessa terra, vejo aqui o Brasil inteiro entrar em cartaz quando entra no cenário a Bahia Filmes, que é uma demanda histórica do audiovisual baiano. E que se é do audiovisual baiano, é do audiovisual nordeste e do audiovisual do Brasil”.
Joelma Gonzaga prosseguiu fazendo referências ao ex-ministro da Cultura e cantor, “o nosso mestre Gilberto Gil”, ao mencionar que “o primeiro chão é na Bahia”, se referindo ao fato de que a Bahia e sua capital têm sido pioneiras de fatos históricos de grande impacto nacional.
“A Bahia Filmes é sobre financiamento, memória e preservação, tudo isso que nasce com o DNA de muita gente e o Governo Federal reitera o apoio à primeira empresa estadual de audiovisual do país”, afirmou a secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Oliveira Gonzaga.
EDITAIS E INVESTIMENTOS – Durante o evento, também foi apresentado o primeiro conjunto de investimentos que integra a atuação da companhia. O pacote inicial reúne R$ 46 milhões distribuídos em linhas de investimento voltadas à comercialização de obras audiovisuais e do Programa Arranjos Regionais Bahia, realizado em parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).
As inscrições para os editais serão abertas em duas etapas. Na terça-feira (30), começam as inscrições para os três editais do Programa Arranjos Regionais Bahia. Já na quarta-feira (1º), será aberto o edital de Recursos Próprios da Bahia Filmes. Juntos, os investimentos contemplam ações nas áreas de formação, difusão, pesquisa e comercialização de obras audiovisuais, ampliando as oportunidades para profissionais, produtoras e empreendimentos do setor em diferentes regiões do estado.
Os editais estarão disponíveis no site da Bahia Filmes. Em breve, serão apresentados com mais detalhes e será iniciada a inscrição para o apoio executado com recursos dos Arranjos Regionais.
Para a atriz Tânia Toko, “É um grande prazer, um sonho antigo de todos nós, que tivéssemos um equipamento desse, para que possamos criar mais ainda, mostrar nossa cara, fomentar nosso trabalho, mostrar para o Brasil, para o mundo. As pratas da casa e os que estão chegando também super merecem isso, de coração. É uma noite de celebração, sobretudo por essa questão de entender que não é preciso mais sair daqui para que os holofotes nos vejam”.
Em sua apresentação, o diretor-presidente da Bahia Filmes, Pola Ribeiro, avaliou os princípios e o processo de construção do projeto. “Temos um projeto muito maduro que reconhece as forças que a Bahia tem para se desenvolver e fazer um audiovisual potente para o mundo. Estamos engrossando a musculatura para fazer um cinema cada vez mais forte, inclusive o cinema que é feito com celular, nos bairros, comunidades, que ele tenha também sentido e força. A cara da Bahia Filmes é isso, é ser um espaço de junção, de trazer e passar as informações, e fazer a comunicação do audiovisual baiano para que ele tenha a relevância que ele precisa ter”, avaliou.
Além de apoiar a produção e a circulação de conteúdos audiovisuais, a empresa terá papel estratégico na atração de investimentos, na geração de empregos e no fortalecimento de atividades econômicas associadas ao setor, como turismo, hotelaria, transporte e serviços.
Com o início das atividades, a Bahia passa a contar com uma estrutura inédita no país voltada exclusivamente ao desenvolvimento do audiovisual como política pública e vetor de desenvolvimento.
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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação