Alcolumbre articula indicação de Rodrigo Pacheco para vaga no TCU após saída de Bruno Dantas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações nos bastidores de Brasília para garantir que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) assuma uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo era o STF, mas não deu, mas também não deu para o presidente Lula (PT).

A movimentação ganhou força após a expectativa de saída do ministro Bruno Dantas, que deve deixar o cargo nos próximos dias para aceitar convite da iniciativa privada, mesmo ainda tendo décadas de mandato pela frente na Corte de contas.

Com a eventual vacância aberta no tribunal, a indicação caberá ao Senado Federal. Nos bastidores, aliados afirmam que Alcolumbre já trabalha para consolidar o nome de Pacheco como favorito à vaga.

A articulação ocorre após o fracasso das tentativas de aproximar Rodrigo Pacheco de uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. O senador mineiro chegou a ser citado em conversas políticas para futuras indicações ao STF, mas o movimento não avançou.

Além do Judiciário, Pacheco também vinha sendo apontado como um dos nomes defendidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.

A possível ida do senador ao TCU, porém, muda completamente o cenário político em Minas e também altera a dinâmica interna do Congresso Nacional. Integrantes do Senado avaliam que a articulação fortalece ainda mais a influência de Davi Alcolumbre sobre espaços estratégicos em Brasília.

O Tribunal de Contas da União é responsável pela fiscalização das contas públicas federais e possui papel central em julgamentos envolvendo contratos, licitações e ações do governo federal.

Pelo regimento interno, algumas cadeiras da Corte são de indicação direta do Senado Federal, o que amplia o peso político da sucessão no tribunal.

Nos bastidores, a expectativa é de que a movimentação ganhe publicidade oficial após a formalização da saída de Bruno Dantas. Até lá, lideranças políticas mantêm as negociações em ritmo reservado para evitar resistência dentro do próprio Congresso.

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