Aécio Neves avalia voltar atrás e disputar o Senado por Minas Gerais

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) voltou ao centro das articulações eleitorais em Minas Gerais após aliados intensificarem os apelos para que ele dispute uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Embora o parlamentar ainda negue ter tomado uma decisão, dirigentes partidários e interlocutores confirmam que a possibilidade voltou a ser discutida.

A movimentação ganhou força nesta quarta-feira (26), quando a Federação PSDB-Cidadania e o PDT de Minas Gerais divulgaram uma manifestação pública pedindo que Aécio reveja a decisão anunciada anteriormente de não disputar nenhum cargo eletivo neste ano.

O pedido ocorre poucas semanas depois de Aécio afirmar que pretendia encerrar, ao menos temporariamente, sua trajetória eleitoral. Agora, segundo informações divulgadas pela imprensa mineira, prefeitos, lideranças políticas e integrantes da aliança que articula a candidatura de Alexandre Kalil ao governo estadual também pressionam pela entrada do tucano na corrida ao Senado.

Aécio nega decisão

Apesar da movimentação nos bastidores, Aécio afirma que continua sem ser candidato. Em declarações recentes, o deputado sustentou que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a disputa.

Em seu site oficial, o parlamentar confirmou que recebeu estímulos para concorrer ao Senado e afirmou que a possibilidade vinha sendo analisada, destacando a necessidade de avaliar o cenário político mineiro antes de definir seu futuro eleitoral.

Aécio já havia declarado, durante a convenção estadual da federação, que considerava seriamente disputar uma das duas cadeiras disponíveis para Minas Gerais. Na ocasião, afirmou que pretendia amadurecer a decisão diante dos incentivos recebidos de lideranças e eleitores.

Pressão pode mudar chapa

A eventual entrada de Aécio também provocaria mudanças na composição da chapa para o Senado. Atualmente, os nomes de Gustavo Galassi e Marcelo Heringer aparecem entre os postulantes articulados pela aliança.

A possibilidade de substituição dos dois por Aécio é discutida nos bastidores, especialmente diante da articulação entre tucanos e pedetistas em torno de Alexandre Kalil. O próprio candidato ao governo já sinalizou que existe espaço para o ex-governador na composição.

A movimentação ganhou ainda mais importância porque a federação PSDB-Cidadania e o PDT avançaram nas conversas para apoiar Kalil na disputa pelo governo de Minas. Aécio, nesse cenário, poderia ocupar uma das vagas ao Senado dentro da aliança.

Pesquisas aumentam pressão

Outro fator que contribui para a pressão sobre Aécio são os resultados das pesquisas eleitorais. Levantamento Genial/Quaest divulgado em julho mostrou o deputado tecnicamente empatado na liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado em Minas Gerais.

A pesquisa ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho e apontou margem de erro de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG-03490/2026.

Com a possibilidade de uma candidatura novamente sobre a mesa, a decisão de Aécio passou a ser considerada uma das peças capazes de alterar a configuração da disputa pelo Senado em Minas Gerais.

Por enquanto, porém, o tucano mantém oficialmente a posição de que não é candidato, enquanto aliados trabalham para convencê-lo a mudar de estratégia.

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