Por Ely Simões Filho
A saúde pública em Simões Filho, município da região metropolitana de Salvador, está à beira do colapso. O quadro caótico se evidencia nas filas diárias no estacionamento do Mercado Municipal, onde centenas de cidadãos aguardam atendimento para marcação de consultas e cadastramento no sistema de regulação.

O prefeito Diógenes Tolentino, popularmente conhecido como Dinha, alardeia ter implantado 10 leitos de UTI na cidade. Contudo, a realidade é outra: os leitos são, na verdade, salas de estabilização, contradizendo suas promessas. A falta de UTIs reais é apenas um dos muitos problemas que atormentam os moradores.
Diariamente, residentes enfrentam noites ao relento no estacionamento do Mercado Municipal, na esperança de serem atendidos. O balcão de atendimento, situado próximo ao açougue do mercado, é o epicentro de uma cena desoladora que revela o descaso com a saúde pública.
Simões Filho conta com a Policlínica Regional do CIA, implantada pelo governo do Estado. No entanto, a administração municipal falha em cumprir suas responsabilidades, comprometendo a eficiência do serviço. Esta disputa política do prefeito com o governo estadual é vista como uma manobra para sustentar um discurso eleitoreiro, culpando a falta de apoio estadual.
Na noite de ontem, 2 de junho de 2024, o locutor local Dário Magalhães registrou em vídeo a fila de pessoas aguardando atendimento no mercado. A divulgação das imagens provocou uma reação da administração municipal, que tentou minimizar o impacto, movendo as pessoas para dentro do mercado e gravando um novo vídeo para desacreditar o registro original.
Essa é a postura do prefeito Dinha, que tenta empurrar goela abaixo o seu sucessor, Del do Cristo Rei. Del, atual presidente da Câmara de Vereadores, mal consegue administrar a Câmara e enfrenta críticas sobre sua capacidade de gestão. Enquanto o prefeito Dinha se engaja em disputas políticas e Del se prepara para a sucessão, a população de Simões Filho enfrenta chuvas, sol e madrugadas frias em busca de atendimento médico.
A situação expõe não apenas a ineficiência da gestão municipal, mas também a urgência de soluções concretas para melhorar a saúde na cidade. A população não pode mais esperar.
Por Ely Simões Filho