O vice-presidente nacional do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, usou as redes sociais nesta última quinta-feira (15) para fazer um duro desabafo após episódios de violência que marcaram a Lavagem do Bonfim, em Salvador. A manifestação, além de expressar indignação, reforçou o discurso de ruptura com o ciclo de governos do PT no Estado, cada vez mais desgastado diante do avanço da criminalidade e do colapso de serviços básicos.
Ao comentar a morte do capitão da Polícia Militar Salomão e os feridos durante a festa popular, Neto classificou o cenário como inaceitável e resumiu o sentimento que cresce nas ruas, “é impossível achar isso normal. Já deu”. A fala encontrou eco imediato em lideranças políticas e na população, que veem na violência cotidiana o retrato de um Estado fora de controle.
A reação de ACM Neto ocorre em um momento estratégico. O ex-prefeito de Salvador tem ampliado sua vantagem nas pesquisas e, sobretudo, acumulado apoios de prefeitos, deputados e lideranças políticas de diferentes correntes ideológicas. Do campo da esquerda à direita, o movimento é claro, cresce o consenso de que a Bahia precisa sair das mãos do PT após anos marcados por violência, facções criminosas dominando territórios, regulação da saúde travada e obras prometidas há décadas que nunca saíram do papel.
O episódio da Lavagem do Bonfim, que deveria simbolizar fé e esperança, terminou com um policial morto, um suspeito baleado fatalmente e outras vítimas atingidas em diferentes pontos da cidade. Para ACM Neto, o retrato da festa expõe o esgotamento de um modelo de gestão que perdeu a capacidade de garantir segurança e tranquilidade à população.
Nos bastidores, aliados avaliam que o tom adotado por Neto reflete não apenas indignação pessoal, mas uma leitura precisa do sentimento popular. O povo baiano, em geral, demonstra cansaço com a violência crescente, o avanço do crime organizado, a precariedade da saúde pública e a sensação de abandono do interior e da capital.
Ao vocalizar essa revolta, ACM Neto se consolida como o principal polo de oposição ao PT na Bahia e transforma a indignação coletiva em capital político. A mensagem é direta, a paciência acabou, e a eleição de outubro passa a ser vista, por uma parcela cada vez maior do eleitorado e da classe política, como a chance de virar a página no comando do Estado.
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