A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) informou nesta terça-feira (30) que enfrenta dificuldades financeiras em razão da interrupção dos repasses regulares de custeio pelo Ministério da Educação (MEC). Em nota publicada em seu perfil oficial no Instagram, a instituição afirmou que o último repasse integral destinado às despesas de manutenção ocorreu em 18 de maio e, desde então, recebeu recursos apenas para ações de assistência estudantil.
Segundo a universidade, há despesas já empenhadas e liquidadas que permanecem sem pagamento por falta da transferência dos recursos previstos no orçamento anual. A instituição explicou que, sem a liberação dos valores pelo governo federal, não consegue efetuar os pagamentos a fornecedores responsáveis por serviços essenciais ao funcionamento da universidade.
No comunicado, a Univasf também informou que ainda não recebeu orientação oficial do MEC sobre a reprogramação do calendário de repasses financeiros, o que amplia a incerteza quanto à manutenção das atividades administrativas e acadêmicas.
O tema foi discutido na reunião do Conselho Universitário (Conuni), realizada em 19 de junho. Na ocasião, o reitor, Telio Nobre Leite, destacou que a insuficiência dos repasses compromete o pagamento de despesas de custeio, incluindo contratos de empresas terceirizadas, além das contas de água e energia elétrica.
A universidade ressaltou ainda que a situação vem sendo acompanhada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que mantém diálogo com a Secretaria de Planejamento e Orçamento do MEC em busca de uma solução para a normalização das transferências.
De acordo com a nota, a Reitoria da Univasf também mantém contato permanente com setores do governo federal para reforçar a necessidade de regularização dos repasses previstos no orçamento da instituição.
“A não regularização nos repasses trará impactos graves para a Instituição, que está impossibilitada de cumprir com os pagamentos de seus contratos por falta de recursos”, afirmou a universidade.
A situação da Univasf ocorre em meio às mudanças promovidas pelo MEC no fluxo de liberação de recursos para universidades federais, após o bloqueio de parte do orçamento discricionário da pasta. A alteração interrompeu as transferências semanais de custeio e deixou diversas instituições sem um cronograma definido para novos repasses, provocando preocupação entre reitores em todo o país.
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