A corrida presidencial entrou na reta final com uma disputa numericamente apertada entre Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17). Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 36% do senador. A margem de erro é de dois pontos percentuais. No cenário de segundo turno testado pelo instituto, os dois também estão em empate técnico, com 46% e 44%, respectivamente.
Com a aproximação entre os dois primeiros colocados, o chamado voto útil passa a ocupar espaço nas estratégias eleitorais. Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) aparecem entre os candidatos que buscam preservar seus eleitorados nesta etapa da campanha.
Na pesquisa anterior do Datafolha, realizada uma semana antes, Lula tinha 39% e Flávio, 35%. O novo levantamento mostra, portanto, oscilação de um ponto para o senador, dentro da margem de erro.
STF e Banco Master
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e os desdobramentos do caso Banco Master também passaram a integrar de forma mais direta o debate eleitoral. Segundo o Datafolha divulgado nesta sexta-feira (18), 47% dos entrevistados afirmam que a crise terá alguma influência sobre sua decisão de voto, sendo que 36% consideram que a influência será grande e 11%, pequena. Outros 49% dizem que o episódio não terá impacto sobre sua escolha.
Outro levantamento do mesmo instituto mostrou que 38% dos entrevistados consideram Lula o candidato mais prejudicado pela crise envolvendo o STF e o Banco Master, enquanto 31% apontam Flávio.
O tema também aparece em meio ao debate sobre mudanças no funcionamento do Supremo, incluindo propostas relacionadas à escolha dos ministros, duração dos mandatos e limites para decisões monocráticas.
A confiança na Corte também sofreu alteração. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira apontou que 48% dizem não confiar no STF, maior índice registrado pela série histórica do instituto, iniciada em 2012.
Campanhas e as estratégias
Na avaliação de especialistas ouvidos para a reportagem que originou o texto, a proximidade do primeiro turno tende a aumentar a disputa por eleitores ainda indecisos e por votos de candidaturas que aparecem abaixo dos dois primeiros colocados.
A campanha de Lula tem ampliado o discurso em torno de temas sociais e econômicos, enquanto seus adversários concentram críticas em episódios e investigações envolvendo o governo. Entre os assuntos explorados estão as fraudes no INSS, questões relacionadas ao filho do presidente, além das controvérsias envolvendo o STF, o Banco Master e a segurança pública.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor:
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação