PSDB esfria planos de Ciro Gomes para o Planalto e pressiona por candidatura no Ceará

O desempenho de Ciro Gomes nas pesquisas mais recentes de intenção de voto para a Presidência da República não convenceu a direção nacional do PSDB a bancar uma nova candidatura do ex-ministro ao Palácio do Planalto. Desde que se filiou ao partido, em outubro, Ciro tenta reconstruir sua imagem política, mas os números ainda não despertam entusiasmo entre os tucanos.

Levantamento divulgado nesta semana pela Genial/Quaest aponta o pedetista variando entre 8% e 12% das intenções de voto, à frente de nomes como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), mas distante dos líderes Lula (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Embora tenha reduzido a diferença para o petista em simulações de segundo turno — de 5 pontos percentuais —, dirigentes do PSDB consideram o desempenho insuficiente para uma empreitada nacional.

Internamente, o partido avalia que o foco em 2026 deve ser o fortalecimento das bases regionais e o aumento da bancada no Congresso. Em 2022, o PSDB elegeu apenas 13 deputados federais, número mínimo para manter o acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em 2030.

Diante desse cenário, cresce a pressão para que Ciro volte a disputar o governo do Ceará, estado que comandou entre 1991 e 1994, durante sua primeira passagem pelo PSDB. O nome do ex-ministro é visto por aliados como o mais competitivo para enfrentar o atual governador Elmano de Freitas (PT) e romper a hegemonia petista no estado.

Embora publicamente afirme não ter planos eleitorais, Ciro tem sido tratado como pré-candidato natural ao governo cearense por lideranças do PSDB e até do PL, partido de Jair Bolsonaro. A direção tucana, por sua vez, mantém as portas abertas para negociações, mas já deixou claro que não pretende destinar recursos significativos a uma nova tentativa presidencial.

O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil), aliado de Ciro, também é citado como possível alternativa para a disputa estadual. Procurada, a assessoria do ex-ministro não se manifestou até o fechamento desta edição.

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