O Palácio do Planalto reagiu com irritação às declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre uma suposta mudança de estratégia do governo em relação ao fim da escala 6×1. Interlocutores do presidente Lula da Silva (PT) afirmam que não houve desistência do envio de um projeto de lei sobre o tema, contrariando a versão apresentada pelo parlamentar.
Mais cedo, Motta declarou que o governo teria optado por apoiar a tramitação de uma proposta de emenda à Constituição em vez de encaminhar um projeto com urgência. A sinalização, segundo ele, teria partido do líder do governo na Câmara, José Guimarães.
Governo mantém estratégia
De acordo com fontes do Planalto, a intenção segue sendo o envio de um projeto de lei em regime de urgência constitucional, mecanismo que prevê o travamento da pauta da Câmara caso a proposta não seja analisada em até 45 dias. A medida é vista como forma de acelerar o debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
A fala de Motta foi recebida com surpresa por aliados do governo, que afirmam não ter havido qualquer comunicação oficial indicando mudança de rumo na condução do tema.
Debate segue no Congresso
A discussão sobre a jornada de trabalho tem ganhado força no Congresso Nacional e envolve diferentes caminhos legislativos, incluindo projetos de lei e propostas de emenda à Constituição. A divergência sobre a estratégia evidencia a disputa política em torno da condução do tema e da forma de tramitação das medidas.
Nos bastidores, a avaliação é de que o assunto deve continuar no centro da agenda legislativa, especialmente diante da pressão de setores que defendem mudanças no modelo atual de trabalho no país.
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