A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos bastidores da Câmara dos Deputados e movimenta tanto a oposição quanto a base governista. Lideranças de direita demonstraram otimismo com o relatório do deputado federal pela Bahia, Léo Prates (Republicanos), que deve apresentar na próxima quarta-feira (20) o parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição que altera a jornada semanal de trabalho no país.
Segundo parlamentares envolvidos nas negociações, o texto preliminar apresentado por Léo Prates teria contemplado parte das reivindicações defendidas pela oposição, principalmente no que diz respeito ao período de transição para a redução gradual da carga horária.
A proposta em debate prevê a diminuição de uma hora por ano na jornada semanal até atingir o limite de 40 horas. Caso o modelo seja mantido no relatório final, a implementação completa poderá durar pelo menos quatro anos.
Nos bastidores, integrantes da oposição avaliam que o formato escalonado reduz impactos imediatos sobre empresas e setores produtivos, ao mesmo tempo em que abre espaço para um entendimento político em torno da PEC.
Já aliados do governo do presidente Lula da Silva (PT) defendem uma mudança mais rápida. A preferência da base governista é por uma redução imediata da jornada, embora haja disposição para negociar um modelo intermediário, com corte de duas horas anuais até a adequação definitiva.
O debate também envolve a possibilidade de acordos coletivos permitirem jornadas superiores ao limite diário previsto na proposta. O tema vem sendo discutido entre o relator, líderes partidários e representantes do setor empresarial.
Léo Prates definiu o próximo dia 26 de maio como data prevista para a votação da proposta, considerada uma das pautas trabalhistas de maior repercussão no Congresso Nacional neste ano.
A PEC do fim da escala 6×1 passou a ganhar maior visibilidade após mobilizações nas redes sociais e pressão de categorias profissionais que defendem melhores condições de trabalho, qualidade de vida e equilíbrio entre jornada profissional e descanso.
Enquanto a oposição tenta garantir um texto mais flexível para o setor produtivo, governistas apostam no impacto popular da proposta junto ao eleitorado, especialmente entre trabalhadores mais jovens e categorias urbanas.
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