Lula anuncia plano bilionário de segurança a cinco meses da disputa eleitoral

O presidente Lula da Silva (PT) lançou nesta semana o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal que prevê investimentos de R$ 11,1 bilhões em ações de segurança pública, combate às facções criminosas e fortalecimento das forças de investigação no país.

O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, a pouco mais de quatro meses das eleições de 2026, período em que o tema da segurança pública ganha protagonismo no debate político nacional. Ao lado do presidente, participou da cerimônia o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Do total previsto no programa, R$ 968,2 milhões serão aplicados diretamente pelo governo federal, enquanto R$ 10 bilhões serão destinados a linhas de financiamento para estados e municípios por meio do FIIS, Fundo de Investimento em Infraestrutura Social.

Nas redes sociais, Lula afirmou que uma das prioridades da iniciativa será enfraquecer o poder financeiro das organizações criminosas. Segundo o presidente, o tema também foi discutido durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na Casa Branca, em Washington.

Na publicação, o chefe do Executivo destacou a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao tráfico internacional de drogas e armas, ressaltando a atuação da Polícia Federal nas fronteiras e o intercâmbio entre aduanas dos dois países.

O programa foi estruturado em quatro eixos estratégicos. O primeiro deles prevê investimento de R$ 302,2 milhões para a chamada “asfixia financeira” das facções criminosas. Entre as medidas estão o fortalecimento das FICCOs, Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, criação de uma FICCO Nacional para operações interestaduais, ampliação de investigações financeiras e leilões centralizados de bens apreendidos.

O segundo eixo, denominado “Sistema prisional seguro”, contará com R$ 324,1 milhões. A proposta inclui bloqueadores de sinal em presídios, ampliação de unidades de segurança máxima, criação do Centro Nacional de Inteligência Penal e operações para apreensão de celulares, drogas e armas dentro das penitenciárias.

Já o terceiro eixo, voltado ao esclarecimento de homicídios, terá aporte de R$ 196,7 milhões. O foco será o fortalecimento das polícias científicas, modernização de Institutos Médico-Legais, expansão de bancos de perfis genéticos e integração do Sistema Nacional de Análise Balística.

O quarto eixo concentra ações de combate ao tráfico de armas, com investimento de R$ 145,2 milhões. O governo prevê a criação da RENARME, Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, reforço do SINARM, Sistema Nacional de Armas, operações integradas em regiões de fronteira e rastreamento da origem de armamentos apreendidos.

Com o lançamento do programa, o Palácio do Planalto tenta consolidar uma agenda própria na área de segurança pública, tema considerado estratégico para o governo federal em meio ao ambiente pré-eleitoral e ao avanço do debate sobre criminalidade no país.

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