O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (10) o fechamento total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, e afirmou que qualquer embarcação que tentar atravessar a região poderá ser tratada como alvo militar.
Segundo comunicado divulgado por forças militares iranianas e repercutido por veículos estatais do país, a passagem foi bloqueada para todos os tipos de navios, incluindo cargueiros comerciais e petroleiros. A decisão foi apresentada como resposta direta à escalada de ataques dos Estados Unidos na região.
Poucas horas antes do anúncio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou a realização de novos bombardeios contra alvos iranianos. Washington afirma que as ações foram uma resposta a “agressões contínuas” atribuídas a Teerã contra forças norte-americanas no Oriente Médio.
A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter atingido duas embarcações que tentavam cruzar o estreito após a entrada em vigor da medida, ampliando a tensão em uma das principais vias de escoamento de petróleo do planeta.
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra uma das maiores movimentações de petróleo do mundo e é considerado um ponto crítico para a segurança energética global. Qualquer interrupção prolongada na região tende a impactar diretamente o preço do barril e o abastecimento internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país seguirá respondendo militarmente caso não haja avanço nas negociações para redução do conflito. Já o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, declarou que novas ações podem atingir estruturas estratégicas iranianas com o objetivo de pressionar Teerã.
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