A crise entre Irã e Estados Unidos ganhou novo capítulo no domingo (19) após o governo iraniano acusar forças americanas de violarem o acordo de cessar-fogo ao interceptarem um navio comercial na região do Golfo.
O episódio provocou reação imediata de Teerã, que prometeu represália militar. Em comunicado, o Estado-Maior iraniano classificou a ação como “pirataria armada” e afirmou que as Forças Armadas irão responder. A tensão ocorre a poucos dias do fim do cessar-fogo, previsto para esta semana.
O presidente Donald Trump afirmou que a embarcação, identificada como Touska, foi apreendida após desobedecer ordens das forças americanas enquanto tentava furar o bloqueio naval imposto pelos EUA a portos iranianos.
Nos últimos dias, a região já vinha registrando uma sequência de episódios que ampliam a instabilidade. Após anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, o Irã recuou da decisão diante das restrições impostas pelos Estados Unidos. Em seguida, forças iranianas dispararam contra petroleiros que navegavam na área, elevando o nível de tensão em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
O impacto foi imediato nos mercados internacionais. Os preços do petróleo voltaram a subir com força nesta segunda-feira, com o barril WTI avançando cerca de 6%, enquanto o Brent, referência global, registrou alta superior a 5%.
Uma nova rodada de negociações entre os dois países estava prevista para ocorrer no Paquistão, mas foi cancelada após o governo iraniano considerar as condições apresentadas por Washington como excessivas e fora da realidade, segundo a agência oficial Irna.
O agravamento do conflito amplia a incerteza no cenário internacional e coloca em risco a estabilidade de mercados estratégicos, especialmente o de energia, com possíveis reflexos diretos sobre economias ao redor do mundo.
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