O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), adotou um discurso de cautela e alinhamento político ao tratar das articulações para as eleições de 2026. Durante a inauguração da nova Rodoviária da Bahia, nesta segunda-feira (19), ele afirmou que o MDB aguarda o momento adequado para ser chamado formalmente às conversas e deixou claro que a condução do processo está nas mãos do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Segundo Geraldo, não há atropelos nem ansiedade dentro do partido. Para ele, o diálogo político ocorrerá no tempo definido pelo chefe do Executivo estadual. “Na hora certa, Jerônimo saberá chamar o MDB, o meu partido, para que nós sejamos vitoriosos na Bahia e também com o presidente Lula no cenário nacional”, afirmou, ao afastar especulações sobre a composição da chapa.
O vice-governador fez questão de reforçar a relação de confiança com Jerônimo Rodrigues, destacando uma postura de fidelidade política e institucional. Em tom cuidadoso, frisou que seu papel, neste momento, é o de vice-governador e que qualquer definição sobre o futuro eleitoral será construída sob a liderança do governador.
Peso do MDB no tabuleiro
Ao comentar as recentes manifestações de Geddel Vieira Lima (MDB) sobre a necessidade de acelerar as conversas políticas, Geraldo tratou de relativizar qualquer leitura de pressão interna. Ele destacou a trajetória e a experiência do ex-ministro, apontando-o como uma das principais referências do partido.
“Geddel tem mais de 40 anos de vida pública, não vive de especulações e não age por angústia. Ele representa a maturidade e a seriedade do MDB”, afirmou o vice-governador, em defesa do correligionário.
Geraldo Júnior também ressaltou que a cúpula do MDB baiano, formada por Geddel Vieira Lima, Jaime Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, seguirá tendo papel central nas articulações do próximo pleito. Segundo ele, a atuação do grupo será decisiva, assim como ocorreu na eleição de 2022.
Para o vice-governador, o MDB continuará sendo uma peça estratégica no projeto político que sustenta o governo estadual e a aliança nacional. “Geddel terá um papel fundamental novamente, como teve na eleição passada, que nos levou à vitória. Em 2026 não será diferente”, concluiu.
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