O sistema tributário brasileiro, um dos mais complexos do mundo, iniciou uma mudança profunda que vai alterar o preço de praticamente tudo o que consumimos. Com a implementação da Reforma Tributária, itens essenciais da mesa do brasileiro e uma ampla lista de medicamentos devem ficar mais baratos, enquanto serviços e produtos supérfluos tendem a um reajuste de preços.
A transição, que já está em fase de testes operacionais nas empresas, levanta a dúvida que chega a qualquer orçamento doméstico, afinal, o que muda na hora da compra?
A reforma substitui cinco tributos atuais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um modelo unificado, o IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado), composto pela CBS federal e pelo IBS estadual e municipal. A ideia central é simplificar a cobrança, focando no local onde o produto é consumido, e não onde ele é fabricado.
O que tende a ficar mais caro
Em contrapartida, o chamado Imposto Seletivo, o “imposto do pecado” vai sobretaxar itens considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O objetivo é desestimular o consumo desses produtos. Entre eles estão:
Bebidas alcoólicas e refrigerantes: receberão sobretaxas devido ao impacto na saúde.Cigarros e derivados: estão na lista de itens que terão as maiores alíquotas.Veículos poluentes, jatinhos e embarcações: serão taxados com base no impacto ambiental.Apostas online (bets): também entram na categoria de produtos que sofrerão maior incidência fiscal.Serviços em geral: o setor de serviços, que hoje paga menos impostos que a indústria, deve passar por um reajuste de preços para se adequar ao novo sistema.
Fonte Correio da Bahia
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Créditos do autor: kris Couto
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