As eleições gerais de 2026 já contabilizam ao menos 20.496 candidatos registrados em todo o país, segundo balanço parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizado até as 16h30 deste domingo (16). O levantamento reúne postulantes aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
O número ainda não é definitivo. Embora o prazo para partidos e federações apresentarem os pedidos de registro tenha terminado às 19h de sábado (15), os Tribunais Regionais Eleitorais ainda precisam processar parte das solicitações. O próprio TSE informou que os dados continuarão sendo atualizados nos próximos dias.
O balanço considera todos os pedidos apresentados à Justiça Eleitoral, antes da análise individual sobre o deferimento ou não das candidaturas. Por isso, o total de nomes aptos a disputar as eleições poderá ser diferente do número atual.
Mais de 11 mil candidatos disputam vagas de deputado estadual
Dos registros contabilizados até o momento, 13 são para a Presidência da República, 195 para governos estaduais e do Distrito Federal e 315 para o Senado.
A maior quantidade está na disputa pelas Assembleias Legislativas e pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, com 11.507 pedidos. Outros 7.620 candidatos solicitaram registro para a Câmara dos Deputados.
Os números não incluem separadamente os candidatos a vice-presidente e vice-governador nem os suplentes de senador, que integram as respectivas chapas.
Número de candidatos pode superar marca atual
Nas eleições gerais anteriores, realizadas em 2022 e 2018, o número final de candidatos ficou próximo de 29 mil. A tendência é que o total de 2026 aumente à medida que os pedidos protocolados dentro do prazo sejam incorporados aos sistemas da Justiça Eleitoral.
O prazo para o registro das candidaturas terminou em 15 de agosto, conforme o calendário oficial das eleições. A campanha eleitoral começou oficialmente no dia seguinte, 16 de agosto.
Marçal registra candidatura de última hora
Entre os registros apresentados nos últimos dias está o de Pablo Marçal. Mesmo diante de uma situação de inelegibilidade, o ex-candidato à Presidência conseguiu uma decisão liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo que permitiu sua filiação ao PRTB e abriu caminho para o pedido de registro.
Para disputar a eleição, entretanto, Marçal ainda precisará superar os efeitos da condenação que resultou na declaração de inelegibilidade por oito anos. O caso está relacionado à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
Outros nomes também concluíram o processo no limite do prazo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) solicitou registro para disputar o Senado pelo Distrito Federal, enquanto o senador Cleitinho (Republicanos-MG) registrou candidatura ao governo de Minas Gerais.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, também teve o registro protocolado nos últimos dias. A situação partidária do senador havia sido alvo de disputa após uma filiação atribuída ao Missão sem seu consentimento. Uma decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, permitiu o retorno ao partido.
30 partidos participam das eleições
As eleições gerais deste ano terão 30 partidos concorrendo, dois a menos que em 2022. O cenário partidário mudou desde o último pleito nacional após fusões e incorporações entre legendas.
Entre as mudanças estão a fusão do PTB com o Patriota, que resultou no PRD, além da incorporação do Pros pelo Solidariedade e do PSC pelo Podemos.
Também houve alterações de nomenclatura. O PMN passou a se chamar Mobiliza, enquanto o PMB adotou o nome Democrata.
O Missão, formado a partir de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), é a única nova legenda a participar das eleições de 2026.
PL e MDB lideram em número de registros
No balanço parcial do TSE, o PL aparece com o maior número de pedidos de registro, com 1.624 candidatos. O MDB vem na sequência, com 1.386.
Na outra ponta, PRTB e PCB apresentam os menores números entre as legendas, com 10 e 23 candidatos, respectivamente.
Como os dados ainda estão em processamento, os números podem sofrer alterações nos próximos dias. A Justiça Eleitoral deverá concluir a análise dos registros antes da definição final dos candidatos aptos a disputar as eleições de outubro.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente, governadores, senadores e deputados. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
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