A noite desta terça-feira (18) marcou um dos maiores triunfos da direita no Congresso desde o início do atual governo. Com a união do PL de Jair Bolsonaro e João Roma, do Republicanos, liderado na Câmara por Hugo Motta, além do PP de Ciro Nogueira e João Leão e do União Brasil, sigla de ACM Neto, a oposição consolidou uma base robusta que empurrou para o centro do debate público o tema da segurança. O resultado foi a aprovação esmagadora do PL Antifacção, batizado de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, com um placar de 370 votos a 110.
O ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL, João Roma, comemorou o que chamou de “uma vitória para o Brasil que trabalha e quer viver em paz”. Para ele, o Parlamento respondeu ao “clamor da população” e mostrou que há disposição política para enfrentar o avanço das facções criminosas.
“Prevaleceram o bom senso, a responsabilidade e a coragem do Parlamento. Não há mais espaço para hesitação. A sociedade exige ação”, afirmou.
Roma não poupou críticas ao Palácio do Planalto, classificando o resultado como uma derrota direta para o governo Lula, que tentou barrar o relatório apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PL-SP). Segundo o ex-ministro, enquanto o Executivo “fecha os olhos para o fortalecimento das facções”, a Câmara deu um passo decisivo para restaurar a autoridade do Estado e fortalecer a segurança pública.
Bahia no foco das críticas
Em tom contundente, João Roma destacou o impacto da aprovação para a Bahia, que ele definiu como “o caso mais trágico e urgente entre os estados brasileiros”.
“A Bahia é o estado mais violento do país e tem regiões inteiras sob domínio explícito de facções. O governo do PT, há quase duas décadas no poder, permanece omisso e preso a discursos vazios”, criticou.
Para Roma, o novo marco legal oferece “ferramentas modernas e robustas” para desarticular organizações criminosas, atingir suas estruturas financeiras e punir financiadores do crime. Ele classificou o momento como “histórico para quem defende a lei e a ordem” e uma sinalização de esperança tanto para baianos quanto para brasileiros de todo o país.
Parlamento assume o protagonismo
O ex-ministro avaliou ainda que o placar avassalador revela um movimento claro: a direita articula e assume protagonismo em uma agenda que ganhou centralidade política, enquanto, segundo ele, o governo federal “insiste em ignorar a gravidade da situação”.
Com a ação coordenada entre as principais siglas conservadoras, como PL, Republicanos, PP e União Brasil, a aprovação do PL Antifacção expôs a força do bloco oposicionista e mostrou que, no tema segurança pública, a pressão das ruas fala mais alto do que a resistência do Planalto.
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