China domina exportações baianas e amplia distância dos EUA

As exportações da Bahia seguem cada vez mais dependentes do mercado chinês. Em outubro, 46,7% de tudo o que o estado vendeu ao exterior teve como destino a China — o equivalente a US$ 479 milhões (R$ 2,5 bilhões), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O crescimento foi de 23% em relação ao mesmo período de 2023.

Enquanto isso, os Estados Unidos perderam relevância e amargaram queda expressiva: as compras de produtos baianos despencaram 60,8%, representando apenas 4,3% das exportações do estado. O contraste expõe uma mudança significativa na pauta comercial baiana, agora muito mais voltada ao mercado asiático.

Outro destaque foi o avanço do Canadá, que se consolidou como o segundo maior comprador da Bahia, com 16,6% do total (US$ 170 milhões ou R$ 900 milhões), após crescimento impressionante de 147% no mês.

Entre os produtos mais vendidos pelo estado em outubro, a soja manteve a liderança com 35% de participação. O ouro apresentou salto de 105%, respondendo por 12,8% das vendas, seguido do algodão (12,1%). Já a celulose registrou retração de 41%, ficando com 8,8% de participação nas exportações.

Na outra ponta, as importações somaram US$ 767,8 milhões (R$ 4 bilhões), com saldo positivo de US$ 258,8 milhões (R$ 1,37 bilhão) na balança comercial baiana. Os Estados Unidos seguem como principais fornecedores da Bahia, embora em queda, representando 27,1% das compras externas do estado. Logo atrás vem a China, com 25,1%. Entre os itens mais importados estão óleos brutos de petróleo (21,1%), óleos combustíveis (18,1%) e fertilizantes (15,5%).

No acumulado de janeiro a outubro, o saldo comercial baiano segue positivo: US$ 1,4 bilhão (R$ 7,4 bilhões), resultado de exportações de US$ 9,5 bilhões (R$ 50,3 bilhões) contra US$ 8,1 bilhões (R$ 43 bilhões) em importações.

Em nível nacional, o Brasil também registrou recorde em outubro, com exportações de US$ 31,97 bilhões e importações de US$ 25,01 bilhões. O saldo positivo de US$ 6,96 bilhões reflete o bom desempenho do comércio exterior brasileiro, que acumula, no ano, superávit de US$ 52,4 bilhões.

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