Angelo Coronel diz ter sido traído pelo PSD e promete disputar presidência do Congresso

O senador Angelo Coronel (Republicanos) voltou a falar sobre a disputa pela presidência do Senado e atribuiu a derrota sofrida há sete anos a uma suposta mudança de posição de integrantes do então partido, o PSD. Em entrevista ao jornal A Tarde, o parlamentar afirmou que teria chegado ao segundo turno caso tivesse mantido o apoio da bancada.

Segundo Coronel, ele contava inicialmente com os 16 senadores da legenda, mas parte dos parlamentares teria mudado de posição após articulações do governo. O senador estima que recebeu entre oito e dez votos naquela eleição e que, com a manutenção do apoio partidário, poderia ter alcançado aproximadamente 23 votos.

“Se o meu partido à época, o PSD, que tinha 16 senadores, não tivesse me traído, eu era o presidente do Senado”, afirmou.

A declaração ocorre em meio à nova fase política do parlamentar. Coronel deixou o PSD e rompeu com o grupo governista na Bahia no início de 2026, após não conseguir espaço na chapa majoritária para disputar a reeleição. Posteriormente, ingressou no Republicanos e passou a integrar o campo de oposição ao governo estadual.

Planos para comandar o Senado

Apesar do episódio, Coronel afirma que a presidência da Casa continua entre seus objetivos políticos. O senador declarou que pretende disputar novamente o comando do Senado caso conquiste um novo mandato nas eleições deste ano.

“Falar que não está nos meus planos, eu iria mentir para você. Está nos meus planos. Se não for agora nesse primeiro ano, pode ser no segundo biênio”, afirmou.

O parlamentar também projetou a possibilidade de exercer a presidência do Congresso Nacional em algum momento de um eventual novo mandato.

“Uma coisa eu digo: em um desses biênios, o Angelo Coronel vai presidir o Congresso Nacional”, declarou.

Atualmente, Coronel exerce mandato no Senado pelo período de 2019 a 2027. O registro oficial da Casa confirma sua atuação como senador pela Bahia e sua filiação ao Republicanos.

Mudança de grupo político

A trajetória política do senador sofreu uma mudança significativa neste ano. Em janeiro, Coronel anunciou a saída do grupo governista baiano após o impasse envolvendo a composição da chapa para 2026. Na ocasião, afirmou que não aceitaria abrir mão da candidatura à reeleição para ocupar uma posição de suplente.

Em fevereiro, ele confirmou que passaria a apoiar ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia e afirmou que sua única indefinição naquele momento era sobre o futuro partidário.

Com a mudança de legenda e o reposicionamento político, o senador chega à disputa pela reeleição defendendo também a possibilidade de voltar a concorrer à presidência do Senado. 

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