Lula diz que desastre no RS ‘mudou paradigma’ e que governo é obrigado a fazer ‘igual ou melhor’ no futuro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (21) que o desastre climático no Rio Grande do Sul “mudou o paradigma”, e que, a partir de agora, o governo é obrigado a fazer “igual ou melhor” em caso de ocorrências similares no futuro.
“[O caso do RS] mudou paradigma do tratamento dos desastres climáticos neste país. O que nós fizemos no Rio Grande do Sul não é só para o Rio Grande do Sul, qualquer crise climática que tiver em algum estado nós estamos obrigados a fazer igual ou melhor do que fizemos no Grande do Sul”, disse.
A declaração foi durante a abertura da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como “Marcha dos Prefeitos”, na capital federal. O evento é organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que tem expectativa de receber mais de 10 mil gestores até quinta-feira (23).
O Rio Grande do Sul enfrenta as consequências de uma catástrofe ambiental que matou, até o momento, 157 pessoas. As fortes chuvas e as cheias de rios bloquearam rodovias, destruíram lavouras, alagaram cidades, destruíram milhares de moradias e deixaram milhares de desabrigados.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse no evento que os gaúchos terão das autoridades federais “todas as ações possíveis, urgentes e apropriadas para diminuir, resolver e minorar o sofrimento dos irmãos do Rio Grande do Sul’. Também afirmou que a catástrofe no sul do país deixa “lições”.
“Em face das tragédias enfrentadas pelos municípios gaúchos, com as recentes cheias, é evidente que os desafios das cidades brasileiras no enfrentamento das mudanças climáticas passam a ocupar um patamar ainda mais elevado ante as preocupações dos gestores públicos”, disse Lira.
“Estamos todos tirando lições. Para evitar que situações desoladoras como as vivenciadas pelo povo gaúcho sejam vistas em outras localidades. É preciso, claro, agir com urgência pois os alertas de que novas catástrofes naturais venham a ocorrer têm sido lançados pelos especialistas em clima e meio ambiente há tempos”, continuou.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também afirmou na marcha que todos são solidários ao Rio Grande do Sul e pediu para que as diferenças políticas fiquem de lado. O senador afirmou que é preciso encontrar um “caminho de centro e de resultados” para o estado.
“O maior problema da vida nacional é o que acontece hoje no estado do Rio Grande do Sul”, disse.

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