TV Brasil assume o 1º lugar entre perfis federais e chega a 2 milhões de seguidores no Instagram — Agência Gov

Estudo da FGV aponta 138 milhões de visualizações no Instagram no período. O Sem Censura respondeu por 72,4% das interações do ecossistema EBC

Em pleno defeso eleitoral, a TV Brasil assumiu a liderança entre os perfis federais em interações e visualizações no Instagram e, na última semana de setembro, passou dos 2 milhões de seguidores na rede. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a emissora, veículo público da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), também lidera as interações no YouTube, mesmo com os comentários restritos pela legislação eleitoral.

O desempenho durante o período de defeso eleitoral valorizou a atuação na emissora pública nas redes sociais com ampla circulação de conteúdos no Instagram e no YouTube. O programa Sem Censura se consolidou como vetor de engajamento do ecossistema EBC e respondeu por 72,4% do engajamento.

Mesmo em um cenário com a restrição a comentários e a menor divulgação de conteúdos em outras redes, a TV Brasil preservou sua visibilidade e ampliou sua base de seguidores nas duas plataformas. A análise ressalta a liderança institucional e o destaque entre os canais de televisão.

“Por muito tempo, as redes sociais foram vistas só como uma vitrine para os veículos da EBC. A virada aconteceu quando em 2023, a atual gestão da empresa passou a tratar as redes como um veículo, com linguagem e rotina próprias. Desde então, o nosso esforço tem sido mostrar a personalidade da TV Brasil para a população”, explica o superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da EBC, Fernando Miranda, sobre as diretrizes do trabalho que levaram a esses resultados.

A TV Brasil alcançou o 1º lugar entre as instituições federais analisadas em interações e visualizações no Instagram. No YouTube, assumiu a liderança das interações. No ranking que reúne os 18 canais de televisão com maior alcance digital, de todos os nichos, permaneceu entre os dez perfis de maior engajamento nas duas plataformas. Também registrou crescimento de 7,3% nos seguidores do Instagram e de 1,77% no YouTube.

O Sem Censura também se destaca entre as atrações televisivas de maior repercussão nas páginas de entretenimento monitoradas, com competitividade relevante entre players notórios do mercado. Os posts relacionados ao programa registraram crescimento de 5,2% no engajamento médio no Instagram e de 12,2% nas visualizações nos respectivos perfis da TV Brasil .

A visibilidade e o padrão de relevância são fruto do trabalho coletivo. “Esse resultado tem muitas mãos. A equipe da Gerência de Conteúdo Digital da TV Brasil e Rádio MEC, com o Guilherme Souza como gerente, faz a curadoria dessas duas redes todos os dias. Tem a parceria com as áreas de programação, produção e jornalismo da emissora. Sem eles, nada disso existiria”, compartilha Fernando Miranda.

O relatório da FGV apresenta uma análise de benchmarking do desempenho da TV Brasil no YouTube e Instagram, comparando o período do defeso eleitoral, entre os dias 4 de julho a 20 de setembro de 2026, com o período imediatamente anterior equivalente ao recorte de 16 de abril a 3 de julho de 2026.

Interações nos perfis da TV Brasil

Durante o defeso eleitoral, a TV Brasil registrou 9,5 milhões de interações no Instagram e 1,05 milhão no YouTube, mantendo níveis expressivos de mobilização do público. Esse desempenho confirma a capacidade dos conteúdos da emissora de gerar participação e envolvimento em diferentes ambientes digitais, mesmo em um período marcado por condições específicas de publicação e interação.

“O defeso pede muito cuidado. Por isso, preferimos apostar no que a comunicação pública tem de melhor: cultura, entretenimento, jornalismo e serviço. O estudo mostra que dá para seguir a legislação e continuar perto do público”, afirma o superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da EBC, Fernando Miranda.

A restrição a comentários influenciou o ligeiro recuo do indicador, mas não impediu a continuidade da participação dos usuários por meio de curtidas, compartilhamentos e outras formas de interação, mantendo relativa estabilidade em engajamento.

Visualizações das postagens da TV Brasil

A TV Brasil alcançou 138,4 milhões de views no Instagram e 25,1 milhões no YouTube e manteve uma escala elevada de circulação. O volume permaneceu praticamente igual em relação ao pré-defeso no Instagram, evidenciando a continuidade do alcance da emissora mesmo diante das particularidades do período eleitoral.

Já no YouTube, o canal preservou audiência expressiva. A dinâmica da plataforma foi influenciada pela menor divulgação de conteúdos em outras redes, incluindo trechos do Sem Censura publicados em estratégia multiplataforma, que contribuem para direcionar o público aos vídeos completos no perfil.

A curadoria das produções pauta a análise de Fernando Miranda. “A TV Brasil tem uma programação muito rica, e o nosso trabalho é assistir a tudo isso pensando em quem está do outro lado da tela do celular. É achar aquele trecho, que faz a pessoa parar de rolar o feed e querer comentar com alguém”, indica.

O gestor explica o caso específico da roda de conversa vespertina da emissora pública. “No Sem Censura , os cortes que mais circulam falam de coisas que tocam a vida de todo mundo: machismo, luto, envelhecimento, racismo. E também daqueles momentos que trazem de volta a memória afetiva da televisão brasileira. O programa ganha uma segunda vida nas redes e muita gente acaba voltando para assistir à entrevista inteira”, destaca.

Desempenho da comunicação pública no Instagram

A TV Brasil alcançou a liderança entre as instituições federais no Instagram, ocupando o 1º lugar nos parâmetros de interações e visualizações. EBC e Agência Brasil também se destacaram no conjunto do contexto.

Antes do defeso, o perfil da emissora pública ocupava a 2ª posição nos dois indicadores da plataforma, com 11,4 milhões de interações e 139,2 milhões de visualizações. A comparação entre os períodos revela que o volume de visualizações se manteve praticamente estável, com uma variação pouco expressiva.

Ao liderar os dois parâmetros analisados, a TV Brasil avançou uma posição no ranking e passou a ampliar sua centralidade relativa no conjunto institucional monitorado. O resultado evidencia que o canal gerido pela EBC preservou uma escala elevada de circulação de conteúdos e conquistou a primeira colocação mesmo em um cenário de variação no volume absoluto de interações.

Perspectiva da comunicação pública no YouTube

A TV Brasil também chegou à liderança entre as instituições federais no YouTube durante o defeso eleitoral em engajamento, ocupando o 1º lugar neste parâmetro, com mais de 1 milhão de interações, e o 4º lugar em visualizações, superando 25 milhões de acessos.

No cenário prévio, a TV Brasil já estava entre os principais perfis, na 2ª posição em engajamento e views , com 1,7 milhão de interações e 31,5 milhões de views . Com o defeso, ao assumir o topo em engajamento e manter-se em patamar elevado de views , a emissora demonstrou capacidade de manter a ativação de sua audiência e de preservar relevância em um contexto de restrição comunicacional.

“O que mais me chamou atenção foi a comparação. A TV Brasil ficou em primeiro lugar entre as instituições federais no Instagram e liderou em interações no YouTube, justamente num período em que não tínhamos os comentários, que são uma parte enorme do engajamento. Mesmo assim, o engajamento médio dos posts do Sem Censura cresceu”, enaltece Fernando Miranda.

Posicionamento da TV Brasil entre outros canais

A TV Brasil manteve uma posição competitiva entre os canais de televisão analisados nas redes sociais durante o defeso eleitoral. No Instagram, a emissora permaneceu entre os dez perfis de maior engajamento, na 9ª posição. No momento anterior, a TV Brasil ocupava o 8º lugar, o que representa uma variação de apenas uma posição e indica estabilidade relativa diante de um conjunto formado por grandes grupos nacionais e canais especializados com forte capacidade de produção e distribuição de conteúdo.

Um aspecto que merece destaque é o crescimento proporcional de seguidores da TV Brasil que registrou ainda o 2º maior aumento nessa escala na rede. A emissora pública alcançou com alta de 7,3%, atrás apenas do Canal Futura, com 14%.

Da mesma forma, no YouTube, a TV Brasil permanece entre os dez canais de maior destaque, também ocupando a 9ª posição durante o defeso eleitoral, com 950,8 mil interações. Anteriormente, a emissora tinha o 6º lugar. Assim, manteve-se, nos dois períodos, entre os principais canais da análise.

O desenvolvimento orgânico do perfil gerido pela Superintendência de Comunicação Digital e Mídias Sociais da EBC revela que mesmo sem impulsionamento o trabalho estratégico da área garante bons resultados. “Continuamos entre os dez canais de maior engajamento, ao lado de Globo, SBT e Record, sem pagar para impulsionar nada”, comemora Fernando Miranda.

Impacto do Sem Censura nas redes sociais

O Sem Censura se destaca com a produção de recortes das entrevistas concedidas à apresentadora Cissa Guimarães, por vezes postados na semana em que a conversa foi realizada, por outras relembrados como momentos memoráveis da atração.

Durante o ano de 2026, o programa foi responsável por 40,8% do engajamento do ecossistema EBC . Na fase do defeso eleitoral, com 7,9 milhões de interações, o Sem Censura respondeu por 72,4% do engajamento do período, garantindo-se como principal vetor de atenção dos perfis ligados ao canal.

A forma de veiculação dos posts é tão relevante quanto os conteúdos abordados. A roda de conversa vespertina também obtém engajamento ao resgatar registros históricos exibidos na telinha da TV Brasil e personagens que despertam a simpatia do público.

O engajamento médio dos posts relativos à produção aumentou 5,2% no Instagram durante o período do defeso eleitoral, comparado com o período de abril a julho. Os conteúdos obtiveram performances superiores ao período anterior, ao contrário da tendência esperada, em que comentários não estão habilitados e, portanto, não contam como interações.

As visualizações de conteúdos ligados ao Sem Censura no YouTube durante o período do defeso eleitoral cresceram em 12,2% na comparação ao tempo equivalente anterior ao defeso, entre abril e julho, que registrou 14,7 milhões de visualizações em publicações com menções ao programa.

Perfis de entretenimento valorizam o Sem Censura

As páginas de entretenimento representam um universo que amplia a circulação de conteúdos televisivos ao levar entrevistas, convidados e momentos específicos dos programas a públicos que não acompanham diretamente a exibição na telinha ou não acompanham seus perfis oficiais.

O Sem Censura obteve engajamento relevante nesse cenário o que demonstrando presença expressiva entre os conteúdos de televisão e entretenimento monitorados. A análise considera o período do defeso eleitoral e reúne menções diretas a programas de televisão em 150 páginas do segmento.

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