O Sudeste se consolida como uma das principais regiões de força de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. Na nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14), o senador aparece com 47% das intenções de voto contra 31% de Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno na região.
A diferença de 16 pontos percentuais chama atenção porque o Sudeste concentra uma parcela decisiva do eleitorado brasileiro. No mesmo cenário, 17% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos, enquanto 5% permanecem indecisos.
O resultado regional contrasta com o cenário nacional, no qual Flávio também aparece numericamente à frente de Lula, mas por uma diferença muito menor. Na simulação de segundo turno, o senador registra 42% contra 40% do presidente, resultado considerado empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais.
Sudeste ganha peso
O desempenho de Flávio no Sudeste reforça a importância da região para a estratégia eleitoral do campo bolsonarista. A própria Quaest aponta que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro chegam à campanha com uma disputa bastante equilibrada no primeiro turno, embora o comportamento possa mudar quando os eleitores passam a escolher entre apenas dois candidatos.
Na análise divulgada pelo instituto, a eleição presidencial permanece estruturada em torno de dois polos. Lula mantém forte vantagem no Nordeste, enquanto Flávio reproduz parte da geografia eleitoral associada ao bolsonarismo, especialmente no Sul e em setores do Sudeste.
Esse cenário torna o desempenho dos dois candidatos nos grandes colégios eleitorais determinante para a formação de uma maioria nacional.
Flávio cresce
No primeiro turno, Lula continua à frente no levantamento nacional, mas a diferença diminuiu. O presidente aparece com 36%, enquanto Flávio registra 31%.
O resultado mostra que a vantagem do atual presidente no primeiro turno ainda existe, mas não se transforma automaticamente em vantagem no confronto direto. A Quaest já havia registrado, na rodada anterior, empate de 41% a 41% entre os dois em uma simulação de segundo turno.
A movimentação indica uma eleição polarizada e com espaço reduzido para candidaturas alternativas. Segundo análise da própria Quaest, Lula e o campo político ligado à família Bolsonaro continuam concentrando os principais polos da disputa nacional.
Cenário apertado
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de setembro, em entrevistas realizadas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
Os números reforçam que o Sudeste poderá ter papel central na eleição presidencial. Com Flávio alcançando 47% na região contra 31% de Lula, a disputa nacional ganha um componente regional importante, enquanto o presidente precisa preservar sua vantagem no Nordeste e reduzir as perdas em áreas onde o adversário demonstra maior força.
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