Jaques Wagner perde eleitores após operação da PF e vê reeleição ao Senado ameaçada - 13 NEWS

Jaques Wagner perde eleitores após operação da PF e vê reeleição ao Senado ameaçada

A corrida por duas vagas ao Senado pela Bahia ganhou um novo componente de tensão para Jaques Wagner (PT). Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (9) mostra o senador com 19% das intenções de voto, tecnicamente empatado com João Roma (PL), que aparece com 17%, e Angelo Coronel (Republiicanos), com 15%.

O resultado representa uma redução na vantagem que Wagner vinha apresentando em levantamentos anteriores e ocorre depois de o senador ter sido atingido politicamente por uma operação da Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao caso Banco Master.

Embora a pesquisa não permita afirmar que a operação tenha provocado diretamente a queda nas intenções de voto, a sequência dos acontecimentos colocou o nome de Wagner sob maior pressão política justamente no momento em que a disputa pelo Senado começa a ganhar intensidade.

Wagner perde vantagem na corrida pelo Senado

No levantamento anterior do Real Time Big Data, Wagner aparecia com 20%, enquanto agora registra 19%. João Roma passou de 15% para 17%, aproximando-se do senador, enquanto Angelo Coronel aparece com 15%.

Com margem de erro de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.

O cenário coloca em dúvida a segurança que Wagner vinha apresentando na disputa pela reeleição. A diferença de apenas dois pontos para Roma e quatro para Coronel mostra uma corrida muito mais equilibrada pela segunda vaga.

A liderança continua nas mãos de Rui Costa (PT), que registra 26% no cenário consolidado.

Operação da PF aumentou pressão sobre Wagner

Wagner passou a enfrentar uma situação política mais delicada depois de ser alvo de medidas no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas relacionadas ao Banco Master e a outras operações financeiras.

Segundo informações divulgadas a partir de documentos da Polícia Federal, o senador foi alvo de uma operação em junho. O relatório policial posteriormente divulgado também fez referências ao tratamento dado a diferentes investigados em decisões judiciais relacionadas às apurações.

A operação teve repercussão política na Bahia e passou a ser explorada pela oposição durante a campanha. Wagner, por sua vez, nega irregularidades e tem sido associado às investigações sem que isso represente, por si só, uma condenação ou comprovação de crime.

O momento é particularmente sensível porque a disputa pelo Senado ocorre em paralelo à eleição para o governo da Bahia, em uma campanha marcada pela polarização entre os grupos políticos liderados por ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT).

João Roma se aproxima

O crescimento de João Roma é outro dado relevante da nova pesquisa. O candidato aparece agora com 17%, apenas dois pontos atrás de Wagner.

A diferença está exatamente dentro da margem de erro do levantamento, o que caracteriza empate técnico.

Roma vem tentando transformar a eleição para o Senado em uma disputa nacionalizada, explorando a polarização entre os grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao presidente Lula. O avanço registrado na pesquisa aumenta a pressão sobre a candidatura de Wagner e abre espaço para uma disputa mais competitiva pela segunda cadeira.

Angelo Coronel também permanece no bloco de candidatos competitivos, com 15%.

Primeiro e segundo votos mostram disputa diferente

A análise detalhada da pesquisa ajuda a explicar o cenário.

No primeiro voto, Rui Costa aparece muito à frente, com 39%. João Roma registra 19%, Wagner tem 18% e Coronel aparece com 13%.

Já no segundo voto, Wagner alcança 20%, seguido por Coronel, com 16%, enquanto Rui Costa e Roma aparecem com 14% cada.

Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado em 2026, o segundo voto pode ser decisivo para definir quem ocupará as duas cadeiras da Bahia.

Rui Costa mantém liderança

Apesar da disputa apertada pela segunda vaga, Rui Costa apresenta uma situação mais confortável.

O ex-governador registra 26% no cenário consolidado, sete pontos à frente de Wagner. No primeiro voto, sua vantagem é ainda maior, chegando a 39%.

A diferença mostra que a principal disputa, neste momento, está concentrada na definição do segundo nome da chapa vencedora.

Pesquisa ocorre em meio à disputa pelo governo

A corrida ao Senado também está diretamente ligada à disputa pelo governo da Bahia.

Na mesma pesquisa Real Time Big Data, Jerônimo Rodrigues (PT) aparece com 45% no primeiro turno, contra 44% de ACM Neto. No segundo turno, o governador registra 46%, enquanto o ex-prefeito de Salvador aparece com 45%, configurando empate técnico.

O resultado indica que tanto a eleição para o governo quanto a disputa pelas duas vagas do Senado permanecem abertas, com diferenças reduzidas entre os principais grupos políticos.

Registro no TSE

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores da Bahia entre 4 e 8 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-01568/2026.

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor:

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação