O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reduziu a distância para o presidente Lula da Silva (PT) nos dois principais cenários da eleição presidencial de 2026, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus. O levantamento mostra avanço do candidato no primeiro e no segundo turno, enquanto o petista manteve ou oscilou negativamente em relação à rodada anterior.
No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 41%, mesmo percentual da pesquisa anterior. Flávio passou de 36% para 37%, reduzindo a diferença entre os dois de cinco para quatro pontos percentuais. As variações estão dentro da margem de erro, mas o movimento ocorre nos dois turnos.
A pesquisa foi realizada por telefone entre 21 e 23 de agosto, com 2.006 entrevistados. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-009028/2026.
2º turno tem diferença de apenas um ponto
No confronto direto entre Lula e Flávio, o cenário ficou ainda mais apertado. O presidente caiu de 47% para 46%, enquanto o senador avançou de 44% para 45%.
Com isso, a diferença passou de três para apenas um ponto percentual, resultado que caracteriza empate técnico dentro da margem de erro. É o menor intervalo registrado entre os dois nas últimas rodadas do levantamento.
| Cenário | Lula | Flávio Bolsonaro | Diferença |
|---|---|---|---|
| 1º turno, pesquisa anterior | 41% | 36% | 5 p.p. |
| 1º turno, pesquisa atual | 41% | 37% | 4 p.p. |
| 2º turno, pesquisa anterior | 47% | 44% | 3 p.p. |
| 2º turno, pesquisa atual | 46% | 45% | 1 p.p. |
| Rejeição, pesquisa atual | 49% | 48% | 1 p.p. |
| Voto consolidado | 88% | 86% | 2 p.p. |
Fonte: BTG/Nexus. Pesquisa registrada no TSE sob o número BR-009028/2026.
Flávio Bolsonaro também cresce na pesquisa espontânea
O avanço do senador aparece ainda na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos.
Flávio passou de 29% para 31%, enquanto Lula permaneceu em 38%. A distância entre os dois, que era de nove pontos percentuais, caiu para sete.
No cenário estimulado de primeiro turno, Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos e Romeu Zema têm 3% cada, enquanto Augusto Cury registra 2%. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e 3% não souberam ou não responderam.
Voto em Flávio chega ao maior nível
Outro indicador favorável ao senador é o grau de certeza dos seus eleitores. 86% dos que declaram voto em Flávio afirmam que a decisão está tomada e não pretendem mudar até a eleição.
Lula aparece numericamente à frente nesse quesito, com 88% de eleitores que consideram definitiva a escolha. Entre os demais candidatos, os índices são menores, chegando a 53% entre os eleitores de Renan Santos, 51% entre os de Caiado e 43% entre os de Zema.
Rejeição de Lula supera a de Flávio
A pesquisa também mostra uma mudança na rejeição dos dois principais candidatos. A parcela dos entrevistados que afirma não votar de jeito nenhum em Flávio caiu de 50% para 48%.
No mesmo período, a rejeição a Lula passou de 48% para 49%. Com isso, pela primeira vez desde abril, o presidente aparece numericamente mais rejeitado que o senador.
Apesar da vantagem de Flávio nesse indicador, Lula ainda apresenta maior potencial de voto. Somando os eleitores que afirmam votar exclusivamente nele aos que admitem escolhê-lo entre outras opções, o presidente chega a 50%, contra 47% de Flávio.
Embora o confronto com Flávio tenha ficado mais equilibrado, Lula continua numericamente à frente nas demais simulações de segundo turno.
Contra Romeu Zema, o presidente aparece com 47% contra 40%. Diante de Ronaldo Caiado, marca 46% contra 42%. Já contra Renan Santos, registra 47% contra 35%.
Disputa entra em nova fase
Os números foram coletados na primeira semana oficial da campanha eleitoral e mostram uma disputa ainda concentrada nos dois principais polos. Lula continua liderando o primeiro turno, mas Flávio apresenta crescimento nos principais indicadores, especialmente no confronto direto.
O resultado do segundo turno, com apenas um ponto percentual de diferença, reforça a perspectiva de uma eleição mais competitiva à medida que a campanha avança e os candidatos ampliam a exposição junto ao eleitorado.
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