Edvaldo Brito doa mais de meio milhão de reais para campanha de Jaques Wagner

O ex-prefeito de Salvador e primeiro suplente de Jaques Wagner (PT) na disputa pelo Senado, Edvaldo Brito (PSD), destinou R$ 533 mil à campanha do senador. A transferência foi registrada na prestação de contas eleitoral divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com a contribuição, Wagner passou a contabilizar R$ 583 mil em recursos recebidos para a campanha. Antes do aporte feito pelo suplente, a candidatura havia declarado R$ 50 mil provenientes do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores.

A informação sobre a doação foi divulgada pelo portal Saiba Mais Bahia, que apontou que o valor transferido por Brito representa a maior parte dos recursos arrecadados até o momento pela candidatura.

Suplência foi oficializada em julho

A participação de Edvaldo Brito na chapa foi oficializada em 21 de julho, durante evento realizado em Salvador. O ex-prefeito foi confirmado como primeiro suplente de Wagner para as eleições de outubro, consolidando a presença do PSD na composição majoritária do grupo governista baiano.

Brito tem trajetória política ligada à capital baiana. Além de ter sido prefeito e vice-prefeito de Salvador, exerceu mandato de vereador e ocupou secretarias estaduais. Também é professor e jurista.

A escolha do ex-prefeito para a primeira suplência vinha sendo discutida desde o primeiro semestre. Em junho, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia havia manifestado apoio ao nome de Brito para ocupar a vaga.

Campanha de Wagner soma R$ 583 mil

Segundo os dados divulgados na prestação de contas, os R$ 533 mil transferidos por Brito correspondem a mais de 90% do total de recursos declarados pela campanha de Wagner até o momento.

O primeiro aporte havia sido de R$ 50 mil, realizado pelo diretório estadual do partido. Com a nova transferência, o total declarado chegou a R$ 583 mil.

A movimentação financeira deverá continuar sendo atualizada ao longo da campanha, conforme candidatos e partidos registrarem novas receitas e despesas no sistema oficial da Justiça Eleitoral.

Segunda suplência ainda estava em negociação

Após a definição de Brito para a primeira suplência, a composição da chapa de Wagner passou a concentrar as atenções na escolha do segundo suplente.

Em julho, o Bahia Notícias informou que havia um acordo em estágio avançado para que o PCdoB indicasse o segundo nome. A vereadora Aladilce Souza aparecia como uma das opções para a vaga.

A definição completa da chapa ao Senado ocorre em meio à movimentação dos partidos aliados para as eleições de 2026, que terão duas vagas em disputa na Bahia.

A doação de R$ 533 mil feita por Edvaldo Brito coloca o primeiro suplente como peça relevante também na estrutura financeira da campanha de Wagner, além de reforçar a participação do PSD na candidatura à reeleição do senador.

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