Polícia Federal pede ao STF investigação contra filho de Lula por atuação em Ministério

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação para apurar se o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula da Silva (PT), praticou o crime de tráfico de influência em um processo relacionado à autorização para comercialização de produtos de cannabis medicinal. O pedido foi protocolado no último dia 24 e distribuído ao ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a Polícia Federal pretende verificar se Lulinha teria atuado junto ao Ministério da Saúde para influenciar decisões administrativas envolvendo a liberação de produtos à base de cannabis medicinal. O pedido de investigação ainda será analisado pelo Supremo, que decidirá sobre os próximos passos da apuração.

A solicitação chegou ao gabinete de André Mendonça por conexão com outras investigações sob sua relatoria. O ministro já conduz o inquérito que apura supostas fraudes bilionárias em descontos indevidos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), procedimento no qual também há menções ao nome de Lulinha.

Nos últimos dias, a atuação do relator também foi alvo de divergências entre a Polícia Federal e o governo federal. Conforme revelou a CNN Brasil, a corporação acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para buscar uma medida judicial contra determinações de André Mendonça relacionadas à Operação Sem Desconto, investigação que apura o esquema de fraudes no INSS. A PF argumenta que as decisões ampliaram o controle do ministro sobre os atos da investigação, determinando que todo o material produzido seja encaminhado ao processo sob sua relatoria.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não decidiu sobre o pedido da Polícia Federal para instauração da nova investigação. Também não houve manifestação pública da defesa de Fábio Luís Lula da Silva sobre a solicitação apresentada ao STF. O caso permanece em fase preliminar, sem abertura formal de inquérito ou apresentação de denúncia.

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