No Amazonas, INSS contabiliza 430 atendimentos nas comunidades indígenas de Assunção do Içana e Iauaretê — Agência Gov

Ações itinerantes levam atendimento previdenciário a comunidades indígenas de difícil acesso no Alto Rio Negro

O Instituto Nacional do Seguro Social realizou, de forma concomitante, duas ações itinerantes, por meio do projeto INSS em Ação, em comunidades indígenas localizadas em regiões remotas do Amazonas. Do total de 430 atendimentos realizados de 15 a 19 de junho, em Assunção do Içana, foram contabilizados 117 administrativos, 49 perícias médicas e 18 avaliações sociais. Já em Iauaretê, foram 141 administrativos, 78 perícias e 27 avaliações sociais.

As ações aproximaram a Previdência Social dos moradores que, para receber atendimento em São Gabriel da Cachoeira, teriam de enfrentar longos deslocamentos fluviais e custo elevado com combustível. Graziel Brazão, da etnia Baniwa, percorreu seis horas de bote a partir da comunidade de São José até o local, em Assunção do Içana. “Achei muito bom o atendimento e fiquei muito alegre em receber a concessão do benefício”, comemorou. “Eu me senti feliz, que Deus os abençoe”, acrescentou Edilson Martins, da etnia Baré, que demorou quatro horas e meia para chegar à ação.

Também da etnia Baniwa, Dayana Fontes, afirmou ter levado cinco horas de bote para chegar à ação do INSS. “Fiquei feliz ao receber a carta de concessão do benefício. Foi melhor vir para cá, porque o custo seria muito alto para chegar a São Gabriel da Cachoeira. Esse tipo de atendimento presencial deveria continuar”, comentou Dayana.

Em Assunção do Içana, as responsáveis pelos atendimentos foram as técnicas Luciana Campos Gotz de Oliveira, Denise Aparecida de Andrade e Fabiola Aparecida Witte, além da perita médica federal Lucia Paczko Bozko e da assistente social Roberta Stopa.

A segurada Ana Seabra Dias, da etnia Hupda, saiu da ação com as cartas de concessão em mãos referentes aos benefícios ao salário-maternidade relacionados aos três filhos que nasceram, respectivamente, em 2022, 2024 e 2026. “Fiquei satisfeita, porque estava difícil conseguir o benefício de salário maternidade”, afirmou.

Já Neide Chaves, da etnia Tukano, destacou que foi bem recebida e que os servidores trabalharam sorrindo. “Todos ficaram felizes. A minha nora também conseguiu o salário-maternidade. Foi bom para a população”, resumiu. Dulcineia Ramos, da etnia Hupda, também afirmou que foi bem atendida. “Fiquei feliz com o benefício, pois o dinheiro ajuda”, explicou.

Na avaliação de Maria Fonseca, da etnia Piratapuia, a iniciativa realizada na comunidade foi ótima, especialmente porque o valor do combustível está muito elevado. “Eu me senti bem ao receber a carta de concessão do salário-maternidade. Se fosse em São Gabriel da Cachoeira iria demorar muito”, compartilhou a segurada. “Fiquei feliz, o atendimento foi bem rápido, diferente de ir à cidade”, complementou Ediane dos Passos, também da etnia Piratapuia.

Em Iauaretê, atuaram os técnicos Luiz Fernando Zocca, Ana Paula de Oliveira Vitor, Juliane Solange Fernandes, Rafael da Silva Veloso, além do perito médico federal Paulo Blaya e da assistente social Joyce Cristina Maffetano de Brito.

 

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