Público do Cadastro Único ocupou 81,2% dos empregos gerados no primeiro bimestre — Agência Gov

População de mais baixa renda ocupou mais de 300 mil vagas formais do saldo do Caged. O perfil predominante é de mulheres, jovens, de cor parda e ensino médio completo.

O mercado de trabalho formal brasileiro manteve trajetória de crescimento no primeiro bimestre de 2026. Janeiro e fevereiro registraram um saldo positivo de 370.339 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Desse total, 300.728 vagas (81,2%) foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), principal ferramenta de identificação e acesso das famílias em situação de vulnerabilidade aos programas sociais.

As informações são fruto do cruzamento de dados realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) com os números do Caged.

“A gente vem observando a mesma tendência nos últimos dois anos. O governo do presidente Lula alcançou a menor taxa de desemprego da história e quem ocupa essas vagas de emprego formais geradas é o público do Cadastro Único”, reforçou o ministro Wellington Dias.

No período, foram 4.620.228 de admissões e 4.249.889 de desligamentos em todo o país, no quadro geral. Entre os beneficiários do Bolsa Família, o saldo de empregos atingiu 207.900 vagas, o que equivale a 56,1% do saldo total do país e 69,1% do saldo dentro do público do Cadastro Único.

Recorte do público do CadÚnico

Gênero: As mulheres superaram os homens e responderam por 50,2% do saldo líquido de empregos. No geral do Caged, o saldo feminino representou 47,2%.

Raça e cor: A maioria no saldo de empregos foi de pessoas de cor parda, que representaram 57,9% do saldo do público do Cadastro Único (174,1 mil postos).

Escolaridade: A maioria do saldo líquido de empregos foi preenchida por pessoas com ensino médio completo, representando 68,3% (206,42 mil) das vagas ocupadas pelo público do CadÚnico.

Regional: Cinco estados foram responsáveis por 71,6% do saldo total de empregos do Caged no bimestre: São Paulo (111.611 vagas); Rio Grande do Sul (42.301); Santa Catarina (41.528); Paraná (39.518); e Minas Gerais (30.318).

Para o público do Cadastro Único, esses cinco estados geraram 58,4% do saldo de empregos, com destaque para São Paulo (26,7%).

Setores: O setor de serviços liderou com 156,58 mil postos (52% do saldo do CadÚnico), seguido por indústria (60,26 mil), construção (38,17 mil), comércio (27,33 mil) e agropecuária (18,38 mil).

Faixa etária: jovens de 18 a 24 anos lideraram com 186,88 mil postos no saldo geral (50,5%) e 125,77 mil postos no CadÚnico (41,8%).

 

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