Pesquisas mostram como está a disputa ao Senado nos quatro maiores colégios eleitorais do Brasil

As pesquisas Genial/Quaest sobre a corrida ao Senado nos quatro maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia — revelam cenários distintos. Os levantamentos foram realizados entre os dias 21 e 27 de abril, com nível de confiança de 95% e margens de erro entre 2 e 3 pontos percentuais.

Como está a briga pelo Senado em São Paulo?

Em São Paulo, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) aparece na liderança em todos os cenários testados, com variação entre 14% e 15% das intenções de voto. Na segunda colocação, o ex-ministro Marcio França (PSB) registra 12% e empata tecnicamente com Tebet dentro da margem de erro. Em um cenário sem França, a ex-ministra Marina Silva (Rede) também alcança 12%, mantendo a disputa pela segunda vaga em aberto.

A briga pelas posições seguintes no estado paulista é marcada por equilíbrio entre nomes de diferentes campos políticos. Guilherme Derrite (PP) aparece com 8%, empatado tecnicamente com Ricardo Salles (Novo), que tem 6%, e André do Prado (PL), com 5%. O quadro indica liderança definida, mas indefinição relevante na composição final das duas vagas.

Como está a disputa pelo Senado em Minas Gerais?

Em Minas Gerais, a disputa reflete maior pulverização e diversidade política. Marília Campos (PT) lidera numericamente em todos os cenários, com índices entre 17% e 19%. A segunda posição é disputada de forma acirrada por Aécio Neves (PSDB), com 11%, e Carlos Viana (PSD), que varia entre 10% e 15%.

Nos cenários sem Aécio, Carlos Viana se aproxima de Marília Campos e chega a empatar dentro da margem de erro. Outros nomes também aparecem próximos na disputa pela segunda vaga, como Domingos Sávio (PL), Euclydes Pettersen (Republicanos), Marcelo Aro (PP) e Áurea Carolina (PSOL), todos com desempenhos que os mantêm competitivos.

Como está a corrida pelo Senado no Rio?

No Rio de Janeiro, a disputa ao Senado se mostra com baixos percentuais entre os principais candidatos e elevado índice de indecisos e votos não válidos. Cláudio Castro (PL) lidera em dois dos três cenários, com 12%, seguido por Benedita da Silva (PT), que registra entre 10% e 11%.

Outros nomes aparecem próximos, como Marcelo Crivella (Republicanos) e Felipe Curi (PL), com até 8% e 7%, respectivamente, além de Márcio Canella (União), Waguinho (Republicanos) e Mônica Benício (PSOL). Os índices de indecisos variam entre 17% e 20%, enquanto brancos, nulos e abstenções chegam a até 40%, indicando um eleitorado ainda pouco definido.

Como está a disputa na Bahia?

Na Bahia, o cenário apresenta liderança clara de dois nomes do mesmo partido. Rui Costa (PT) aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Jaques Wagner (PT), com 22%, ambos à frente dos demais concorrentes. João Roma (PL) surge com 9%, enquanto Angelo Coronel (Republicanos) tem 6%.

Apesar do favoritismo, Rui Costa e Jaques Wagner também lideram os índices de rejeição no estado, com 38% e 39%, respectivamente. A pesquisa ainda indica que 47% dos eleitores preferem senadores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 33% defendem independência e 15% preferem proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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