O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), aproveitou sua visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), nesta última terça-feira (28), para intensificar a ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio ao reduto do agronegócio, o ex-governador questionou a independência dos ministros e afirmou que a instituição sofre com a falta de credibilidade perante a sociedade, chegando a rotular o órgão como um “Tribunal de Negócios”.
A fala de Zema é o capítulo mais recente de um embate direto com o ministro Gilmar Mendes. O magistrado, que recentemente ironizou o sotaque mineiro do pré-candidato ao dizer que ele falava um “dialeto” incompreensível, foi o alvo preferencial das críticas. “Tenho orgulho do meu sotaque. O ministro é que está utilizando um português muito esnobe, ele deveria vir a um evento como este para perceber que eu converso a mesma língua do produtor rural”, rebateu o político mineiro.
Embate jurídico
A tensão entre as partes escalou após Zema publicar a série de vídeos “Intocáveis”, na qual utiliza fantoches para criticar a atuação dos magistrados. Em resposta, Mendes solicitou ao ministro Alexandre de Moraes (STF) a inclusão de Zema no inquérito das fake news. Durante uma entrevista, o decano ainda gerou polêmica ao questionar como o ex-governador reagiria se fizessem bonecos dele como homossexual, o que levou Zema a protocolar um pedido de investigação por homofobia, posteriormente arquivado pela Procuradoria-Geral da República.
Para Zema, as reações da Corte confirmam o que ele chama de “rabo preso” e distanciamento da realidade. “O excesso de ar-condicionado e de bajuladores tem feito mal a alguns brasileiros que estão se isolando. Precisamos de um Supremo sem o rabo preso e de uma reforma profunda no Judiciário”, declarou em solo paulista, conforme registros do portal g1.
Palanque eleitoral no agronegócio
A Agrishow se consolidou, nesta semana, como o principal termômetro para a corrida de 2026. Além de Zema, o evento recebeu figuras centrais do cenário político nacional:
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Geraldo Alckmin (PSB): O vice-presidente da República anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para o setor, tentando reduzir a resistência do agro ao governo federal.
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Tarcísio de Freitas (Republicanos): O governador de São Paulo marcou presença em um ato conjunto com a oposição.
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Flávio Bolsonaro (PL-RJ): O senador acompanhou Tarcísio, reforçando sua pré-candidatura ao Planalto e criticando as políticas econômicas atuais.
Zema reforçou que sua postura crítica não é um ataque pessoal, mas uma exposição de propostas. “Em 2018 eu estava com 1% das intenções de voto e venci. Não quero atacar ninguém, quero mostrar que o Supremo não pode continuar tentando evitar investigações”, concluiu o pré-candidato, posicionando-se como a voz do “interior” contra o que classifica como a elite de Brasília.
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