A polêmica venda da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), conhecida popularmente como Cesta do Povo, voltou ao centro do debate político na Bahia e levanta uma série de questionamentos sobre o destino de recursos públicos e a condução do processo.
O caso, que ainda está longe de ser esclarecido, é tratado nos bastidores como um dos episódios mais controversos envolvendo patrimônio estatal no estado e a gestão de Rui Costa quando era governador.
Empresa lucrativa que “quebrou”
Um dos principais pontos de dúvida gira em torno da própria situação financeira da estatal antes da venda. A Ebal chegou a registrar faturamento de cerca de R$ 80 milhões por mês, o que levanta suspeitas sobre como uma empresa com esse volume de receitas teria entrado em colapso.
A pergunta que ecoa entre analistas e políticos é direta, houve má gestão ou o enfraquecimento da empresa foi premeditado para justificar a venda?
Estado assumiu dívidas após venda
Outro ponto que gera forte crítica diz respeito à decisão do governo estadual de quitar todas as dívidas da empresa após a privatização.
Fornecedores, tributos e encargos trabalhistas foram pagos com recursos públicos, mesmo após a transferência do ativo para a iniciativa privada.
A medida levanta uma questão central, por que o Estado assumiu passivos que, em tese, poderiam ser responsabilidade do comprador?
Preço considerado baixo
Além da quitação das dívidas, o valor da venda também é alvo de contestação. Nos bastidores, o preço pago pela empresa é classificado como “aviltante”, o que reforça suspeitas de possível prejuízo aos cofres públicos.
Conexões após a venda levantam suspeitas
O caso ganha contornos ainda mais delicados com a informação de que integrantes da cúpula jurídica da antiga estatal passaram a ocupar cargos na nova estrutura empresarial após a venda.
A empresa sucessora, Credcesta, teria incorporado nomes ligados diretamente à antiga gestão jurídica da Ebal, o que levanta questionamentos sobre conflito de interesses e ética na transição.
Pressão por investigação
Diante das inconsistências, cresce na Bahia a pressão por apuração mais aprofundada sobre o processo de venda e seus desdobramentos.
Especialistas apontam que o caso pode envolver prejuízo ao erário e eventual favorecimento indevido, o que exigiria atuação de órgãos de controle.
Caso longe do fim
Nos bastidores políticos da Bahia, a avaliação é de que o episódio ainda tem muitos capítulos pela frente. Novas revelações podem surgir à medida que documentos e nomes envolvidos venham a público.
Enquanto isso, o caso da Ebal segue como símbolo de um debate mais amplo sobre transparência, gestão pública e responsabilidade com o dinheiro do contribuinte.
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