Bruno Reis ironiza articulação petista e prevê desgaste eleitoral em 2026

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), subiu o tom ao comentar a possibilidade de uma chapa majoritária formada exclusivamente por lideranças do PT na Bahia. Para ele, a união do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do ministro Rui Costa e do senador Jaques Wagner (PT) em um mesmo projeto eleitoral representa a concentração de desgastes acumulados ao longo de quase duas décadas no poder e pode acelerar uma mudança de ciclo nas eleições de 2026.

Em declarações feitas nesta terça-feira (6), Bruno ironizou a estratégia e comparou o movimento ao modelo das antigas “panelas” políticas que acabaram derrotadas nas urnas. Segundo o prefeito, repetir fórmulas já testadas tende a ampliar o cansaço do eleitorado diante de grupos que se mantêm no comando do estado desde 2006.

“A gente facilita. Uma panelinha”, disparou Bruno Reis, ao traçar um paralelo direto com o desgaste sofrido pelo grupo carlista no passado. Para ele, o eleitor baiano já demonstrou, em outros momentos da história, rejeição a projetos políticos marcados pela concentração de poder e pela repetição de nomes.

Ciclo político e desgaste acumulado

O prefeito destacou que a política baiana costuma passar por ciclos de desgaste a cada cerca de 20 anos. Na avaliação de Bruno Reis, os sinais de esgotamento do atual grupo no poder são evidentes. “Em 1986 houve uma grande mudança, em 2006 outra, e agora em 2026”, afirmou, sugerindo que o estado caminha para um novo rearranjo político.

Para o gestor da capital, uma chapa que reúna três ex-governadores amplia o foco das críticas sobre áreas sensíveis da administração pública. Ele avalia que segurança e saúde, temas recorrentes de cobrança da população, acabam recaindo integralmente sobre o mesmo grupo político. “Ali está o somatório dos problemas que os três são responsáveis. Não tem como transferir para outros”, afirmou.

Aposta da oposição

Principal aliado e cabo eleitoral de ACM Neto, Bruno Reis deixou claro que vê na eventual concentração petista um fator que favorece a oposição. Na sua leitura, a estratégia de unir Jerônimo, Rui e Wagner em uma mesma chapa não representa força, mas sim vulnerabilidade eleitoral, ao reunir em um único palanque o desgaste acumulado de anos de gestão.

A crítica reforça o discurso da oposição de que a Bahia vive um momento de saturação política e que o eleitorado pode buscar, em 2026, uma alternativa ao grupo que governa o estado há quase duas décadas.

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