Vereador ataca Embasa, acusa uso eleitoreiro do meio ambiente e expõe colapso das praias de Salvador

O vereador e líder da base governista na Câmara Municipal de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), elevou o tom contra a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e acusou a oposição de explorar a pauta ambiental apenas em períodos eleitorais, enquanto ignora problemas estruturais que afetam diretamente a capital baiana.

Durante discurso nesta última terça-feira (3), Kiki classificou a Embasa como “uma das piores empresas do Brasil” e responsabilizou a estatal pelo quadro crítico das praias de Salvador, hoje majoritariamente impróprias para banho, segundo dados oficiais.

Críticas à Embasa e silêncio da oposição

Na tribuna, o vereador afirmou que parlamentares ligados ao governador Jerônimo Rodrigues evitam cobrar a Embasa, mesmo diante da contaminação recorrente do litoral soteropolitano por esgoto. Para ele, o silêncio tem motivação política.

“A oposição só lembra do meio ambiente quando convém eleitoralmente. As praias estão impróprias por causa da Embasa, mas ninguém cobra. É um jogo de conveniência”, disparou.

Turismo prejudicado e cobrança ao governo do Estado

Kiki Bispo também relacionou a crise ambiental ao impacto direto no turismo da capital. Segundo ele, a única praia considerada própria para banho enfrenta problemas graves de segurança, o que, na avaliação do vereador, evidencia a falta de políticas integradas do governo estadual.

“A única praia própria para banho não se pode frequentar por causa da violência. Esse é o retrato do serviço prestado ao turismo de Salvador”, criticou, acrescentando que a Embasa se limita a reajustar tarifas sem entregar melhorias visíveis.

Falta de investimentos em saneamento

O líder governista afirmou ainda que Salvador não recebe investimentos relevantes em saneamento básico há cerca de duas décadas. Ele questionou o destino dos recursos arrecadados com a taxa de esgotamento e cobrou transparência da estatal.

“Há anos não se vê obra de esgotamento em Salvador. Para onde está indo esse dinheiro? O que está sendo feito com a taxa que o cidadão paga?”, questionou.

Meio ambiente seletivo e outras omissões

Kiki também acusou a oposição de ignorar outros problemas ambientais, como o desmatamento no Subúrbio Ferroviário durante obras do VLT, o abandono do Parque de Pituaçu e o agravamento da poluição das praias, confirmado por dados do Inema.

Segundo o parlamentar, 99% das praias da capital estão fora dos padrões ambientais, um cenário que, para ele, expõe a falência da política ambiental conduzida pelo governo estadual.

Convocação da Embasa à Câmara

Diante do cenário, Kiki Bispo anunciou que pretende protocolar um requerimento para convocar o presidente da Embasa à Câmara Municipal de Salvador, com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre o despejo de esgoto no mar e o descaso com o litoral da cidade.

Praias impróprias para banho

Na semana passada, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos apontou que apenas a praia de Cantagalo, na Cidade Baixa, estava própria para banho. As demais apresentaram níveis de contaminação acima do permitido, com risco à saúde da população.

De acordo com o órgão ambiental, o principal fator é o lançamento de esgoto e outros poluentes no mar, problema que se arrasta há anos sem solução efetiva.

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