Geddel ataca ACM Neto, defende Marcelo Nilo e prevê “apunhalada” na disputa pelo Senado

O ex-ministro e cacique do MDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, saiu em defesa do ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) e fez duras críticas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil). Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (29), Geddel afirmou que Nilo não deverá ser indicado para uma das vagas ao Senado na chapa de oposição, apesar do apoio político prestado ao grupo.

Na avaliação de Geddel, o histórico político de ACM Neto indica que alianças são descartadas conforme a conveniência eleitoral. Para ele, Marcelo Nilo corre o risco de ser deixado de lado mesmo após atuar de forma leal na linha de frente da oposição ao governo estadual.

Comparação com 2022 e críticas diretas

Na postagem, Geddel comparou a situação atual com o episódio envolvendo o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil-BA), que acabou excluído da chapa majoritária nas eleições de 2022. Segundo o ex-ministro, o movimento tende a se repetir.

Geddel afirmou que, conhecendo o perfil político do ex-prefeito de Salvador, não teria dúvidas de que Marcelo Nilo seria rifado, classificando o gesto como uma “apunhalada” semelhante à sofrida por José Ronaldo. Para ele, o desfecho não causaria surpresa dentro do cenário político baiano.

Chapa indefinida e disputa interna

Apesar de ainda não haver anúncio oficial sobre a composição da chapa de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), o cenário nos bastidores indica que as chances de Marcelo Nilo ocupar uma vaga ao Senado são reduzidas. Uma das cadeiras é dada como praticamente certa para João Roma (PL), que já se movimenta como nome prioritário do campo bolsonarista.

A segunda vaga permanece em disputa. Embora inicialmente atribuída ao Republicanos, há resistência interna e o presidente estadual da legenda, Márcio Marinho (Republicanos), também demonstra interesse em ocupar o espaço.

Coronel entra no radar

Outro fator que embaralha o tabuleiro é a possibilidade de um acordo com o senador Angelo Coronel (PSD), caso ele decida romper com o grupo governista. Nesse cenário, Coronel poderia ocupar a vaga atualmente projetada para o Republicanos.

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